Cesária Évora completaria hoje 79 anos. Data assinalada com o “Dia dos pés descalços”

27/08/2020 15:56 - Modificado em 27/08/2020 15:56
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A “Diva dos pés descalços” completaria esta quinta-feira, 79 anos, e será lembrada, pelo oitavo ano consecutivo, pela produtora Harmonia com o “Dia dos pés descalços” em homenagem à imagem de marca da cantora.

A iniciativa, uma sugestão do jornalista da RTC Moisés Évora, surgiu com o intuito de lançar o desafio aos cabo-verdianos de andarem descalços, como forma de homenagearem à simplicidade e liberdade que caracterizava Cesária Évora nos palcos, dentro e fora do país.

O objetivo é que os admiradores de “Cize” andem descalços não só em Cabo Verde, como também noutros países, em especial em França, onde a cantora se lançou numa carreira internacional.

Cesária Joana Évora nasceu na cidade do Mindelo a 27 de agosto de 1941 e faleceu no dia 17 de dezembro de 2011, no Hospital Baptista de Sousa, nesta mesma cidade. Percorreu o mundo a divulgar o nome Cabo Verde e sua cultura musical, mas só gravou o primeiro disco aos 47 anos, depois de mais de 20 a cantar pelos bares do Mindelo, ela que foi a cantora cabo-verdiana de maior reconhecimento internacional.

Foi em Lisboa que a vida de Cesária Évora mudou, graças a Bana, que a levou para Portugal e, sobretudo, a José da Silva, Djô, cabo-verdiano radicado em França, que a levou para Paris e fez dela uma estrela reconhecida mundialmente.

“La Diva Aux Pieds Nus” foi o primeiro álbum gravado, em Paris, em 1988 e destinado ao sucesso entre a comunidade cabo-verdiana em França.

Com “Miss Perfumado” nasceu a lenda da Diva dos Pés Descalços, que logo cruzou a Europa, de Bruxelas a Lisboa, e se deu a conhecer ao Japão, ao Brasil (acompanhada em palco por Caetano Veloso) e a toda a África.

Em 1995, o sucessor de “Miss Perfumado”, o álbum “Cesária”, levou a nossa Diva aos Estados Unidos, onde foi nomeada para o seu primeiro Grammy e, em Nova Iorque, atuou frente a Madonna, David Byrne, Brandford Marsalis e toda a cena social nova-iorquina.

Nesse mesmo ano, o compositor jugoslavo Goran Brejovic convidou Cesária para cantar “Ausência” na banda-sonora do filme “Underground”, de Emir Kusturica. Em 2004 conquistou o Grammy de melhor álbum de World Music contemporânea e, em 2007, o presidente francês Jacques Chirac distinguiu-a com a medalha da Legião de Honra de França.

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