Sindicato dos funcionários da PJ acusa Direção Nacional e Governo de desviar cerca 600 contos mensais

26/08/2020 15:18 - Modificado em 26/08/2020 15:21
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O sindicato dos funcionários da Polícia Judiciária em São Vicente, acusaram esta quarta-feira, o Governo de estar a desviar do salário da classe cerca de 600 contos mensais para alimentar “caprichos” da Direção Nacional da Polícia Judiciária, isto com a colaboração Presidente da República de Cabo Verde e da ministra da Justiça.

Para o vice-presidente do sindicato, em São Vicente, César Silva, o PR decidiu homologar o Estatuto do Fundo Social da polícia científica, que segundo o mesmo está ferido de “ilegalidade constitucional e imbuído de má-fé” por parte daqueles que o produziram e o aprovaram, pelo que acabou por ser benevolente com essa situação.

Nisto, garante que o estatuto foi aprovado em março do corrente ano, durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19, pelo que não houve qualquer socialização com os funcionários da PJ ou com o sindicato, quando impõe a obrigatoriedade dos trabalhadores de serem associados do organismo e pagarem uma quota mensal de dois pontos percentuais, a ser descontada diretamente no recibo do salário.

César Silva, defende que todos os funcionários da Polícia Judiciária se mostraram contra o Estatuto do Fundo Social assim que tomaram conhecimento do mesmo, mas que após assinatura de uma carta para atestar a sua indignação, e que foi enviada para a Direção Nacional da PJ e a ministra da Justiça, mas que nunca tiveram uma simples resposta.

 “Diga-se que foi justamente num desses encontros que o director nos disse que não foi dado conhecimento aos funcionários do Estatuto, porque foi decidido em cima da hora de que se devia seguir para um estatuto do Fundo Social e não um de associação sindical, anteriormente tratado”, acusa o sindicalista.

Para a mesma fonte, os funcionários da Polícia Judiciária, têm tido vida difícil nos últimos quatro anos, onde têm deparado com carreiras bloqueadas, seis anos sem promoção, processos nos tribunais sem resposta, alvos de um abandono total por parte dos poderes governamentais e em plena pandemia. Neste momento, acrescenta que os funcionários vão lutar até as “últimas consequências”, visto que tem alguns problemas pendentes, como a aprovação do Estatuto do pessoal de 2017, subsídios de diuturnidade que está há mais de dois anos no Supremo Tribunal de Justiça e regulamentação do subsídio de piquete.

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