Departamento de Justiça dos EUA revela acusações contra Saab: “Lavagem de 350 milhões de dólares”

24/08/2020 23:29 - Modificado em 24/08/2020 23:29

Este online, sem sucesso, tinha solicitado as acusações dos EUA contra o cidadão venezuelano Alex Saab, de 48 anos, que foi detido no aeroporto do Sal, a 12 de Junho, no cumprimento de um mandado internacional, emitido pela Interpol, a pedido das autoridades norte-americanas.

O que era do domínio público ia no sentido de considerar o empresário um testa-de-ferro de Nicolás Maduro, acusado de corrupção e outros negócios ilícitos. Hoje, o Departamento de Justiça dos EUA, através da sua embaixada na Praia, revelou o documento de acusação de Alex Saab. Este é acusado de lavagem de dinheiro, num valor que ascende os 350 milhões de dólares, que passaram também por contas norte  americanas do empresário de dupla nacionalidade venezuelana/colombiana.

Alex Nain Saab Moran foi indiciado a 25 de julho de 2019 “pelo seu alegado papel na lavagem de rendas provenientes de violações da Lei Contra a Prática de Corrupção no Exterior (FCPA) juntamente com um esquema de pagamento de subornos para obter vantagens da taxa de câmbio controlada pelo governo da Venezuela”.

No total Saab é acusado de oito crimes, que incluem sete acusações de lavagem de dinheiro e uma acusação de conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

De  acordo com a acusação a partir, mais ou menos, de Novembro de 2011 e pelo menos até Setembro de 2015, Saab, juntamente com o empresário colombiano Alvaro Pulido Vargas (também conhecido por “German Enrique Rubio Salas”) “conspirou com terceiros para lavar os rendimentos de um esquema de suborno ilegal de contas bancárias localizadas na Venezuela para e através de contas bancárias localizadas nos Estados Unidos.”

A acusação prossegue sustentado que  “o empresário obteve um contrato com o governo venezuelano em Novembro de 2011 para construir unidades habitacionais de baixa renda. Seguidamente, Saab e os seus co-conspiradores terão aproveitado a “taxa de câmbio controlada pelo governo da Venezuela, sob a qual dólares americanos poderiam ser obtidos a uma taxa favorável, submetendo documentos de importação falsos e fraudulentos para bens e materiais que nunca foram importados para a Venezuela”.

Segundo a acusação, esta alegada actividade ilegal era um esquema de suborno que violava a FCPA e envolvia crimes de suborno contra a Venezuela. A acusação  alega que “As reuniões relativas aos pagamentos de subornos ocorreram em Miami (nos EUA) e Saab transferiu o dinheiro relacionado com o esquema para contas bancárias na Florida (EUA). “Como resultado do esquema, a denúncia alega que Saab transferiu aproximadamente 350 milhões de dólares americanos da Venezuela, através dos Estados Unidos, para contas que ele possuía ou controlava no estrangeiro”.

As acusações são feitas à luz da Lei Contra a Prática de Corrupção no Exterior (FCPA), promulgada pelo Congresso americano em 1977, “com o propósito de tornar ilegal actividades corruptas incentivando uma oferta, promessa, autorização ou pagamento em dinheiro ou qualquer coisa de valor a uma autoridade de governo estrangeiro com o propósito de assistir na obtenção ou manutenção de um negócio para qualquer pessoa, ou encaminhar um negócio a qualquer pessoa”.

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