Operador marítimo pede ao IMP uma avaliação rigorosa do navio “Mar d’Canal”

23/08/2020 23:42 - Modificado em 23/08/2020 23:42

O navio “Mar d’Canal”, um dos antigos a operar na rota São Vicente/Porto Novo/São Vicente, que deveria regressar à carreira regular em meados deste mês de agosto, segundo o sócio armador Adriano Lima, é alvo neste momento de denúncias sobre a sua atual capacidade de navegabilidade.

De acordo com o denunciante, “o navio, já sucata, construído há mais de 50 anos e imobilizado há quase 2, tenta a salvação no estaleiro da Cabnave e prepara-se para entrar em operações nas ilhas do norte de Cabo Verde”.

Um regresso, conforme esta fonte, que representa “um verdadeiro perigo para a segurança das pessoas”, já que o navio, com vária décadas de construção, e tendo operado na linha São Vicente/Santo Antão por cerca de 16 anos (2003 a 2019), “mas foi parado no dia 9 de abril de 2019 por decisão do seu armador “Armas”, por entender que o navio já não reunia condições de segurança desejáveis”.

De relembrar que o armador Adriano Lima revelou à agência de notícias nacional, que o navio se encontra desde do dia 07 nos estaleiros navais para trabalhos de manutenção e reparação, que Lima prevê com duração de um mês.

Neste sentido, a mesma fonte explica que “a embarcação se encontra neste momento em muito mau estado de conservação, nos estaleiros da CABNAVE para reparação de mera cosmética, com o intuito de voltar às operações na linha SV/SA”.

E que não obstante os problemas físicos, todos os certificados estão caducados há mais de 6 meses, os mesmos não foram ainda renovados, sendo eles, o certificado de Navegabilidade, o Certificado de Lotação Mínima de Segurança, bem como o Certificado Internacional de Arqueação e o Certificado Internacional de Borda Livre.

Também estão caducados, os Certificado de Segurança do Equipamento para Navio de Carga, de Segurança do Equipamento para Navio de Passageiros, de Segurança de Construção e o Certificado de Segurança de Radioelétrico.

“O armador deverá solicitar uma grande vistoria às autoridades marítimas para obter as novas certificações antes de recomeçar a operação e deveria ainda obter classe de uma classificadora reconhecida pela bandeira de cabo verde antes de voltar a navegar se aplicarem os novos requisitos e níveis de certificação e de segurança exigidos pela nova legislação em vigor no país”, refere.

Isto, porque defende que o navio “Mar d’Canal” já evidência uma degradação física “praticamente irreparável”, tanto no casco como nas máquinas, sendo estas últimas “totalmente obsoletas”.

E que, caso venha a entrar em operações, como se está a pensar, o navio pode vir a constituir uma verdadeira ameaça a vida de pessoas e bens, um perigo iminente, reitera, alegando que a salvaguarda da vida das pessoas deve ser a prioridade.

“Tendo em conta o estado e a idade desta embarcação, espera-se que a autoridade nacional tome medidas oportunas e atempadas para salvaguarda de vidas humanas e toda a reputação que o sector marítimo de Cabo Verde granjeou durante todo esse tempo”.

Com esta denúncia, “pretende-se apelar ao IMP – Instituto Marítimo e Portuário – para uma intervenção rigorosa na avaliação e eventual licenciamento do navio que apresenta sinais claros de não estar em condições de voltar a operar com a segurança que se deseja nos mares de Cabo Verde. Apela igualmente ao bom senso dos armadores, para a responsabilidade de salvaguardar de vidas humanas.”

  1. manuel da cruz forte

    vai ficar bom senhor jornalista

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.