Docentes ponderam avançar com abaixo-assinado para retirada das câmaras de vigilância na escola Jorge Barbosa

20/08/2020 23:01 - Modificado em 20/08/2020 23:01

As câmaras de vigilância instaladas na Escola Secundária Jorge Barbosa em São Vicente, estão a causar incómodo a um grupo de professores que falam em “invasão de privacidade” e por isso ponderam recorrer a um abaixo-assinado para que estas sejam retiradas das instalações.

Para este grupo de docentes, a instalação das câmaras de vigilâncias “não teve autorização de entidades superiores” e por isso acusam o corpo directivo de “controlar”, pelo que muitas vezes sentem-se “invadidos na sua privacidade”.

“Não há sinalização a informar que a escola tem câmaras, parece que essas câmaras são clandestinas” assegura uma das fontes.

Uma outra fonte, espera saber a posição da Delegação do Ministério da Educação em São Vicente e do próprio Ministério da Educação sobre a implementação das câmaras na referida escola.

Para já apontam que se a situação continuar e quando faltam poucos dias para a abertura oficial do ano lectivo 2020/21, vão avançar para um abaixo-assinado, requerendo a retirada dos equipamentos do local de ensino.

Já o sub-director pedagógico da escola, Mário Augusto Borges, começa por dizer que estes são livres para fazerem o abaixo-assinado, mas defende que a instalação dos equipamentos na ESJB, servem apenas para “vigilância e segurança da escola” que como assegura tem sido alvo de muitos actos de “vandalismos e assaltos” nos últimos anos o que tem causado grandes perdas materiais para a instituição.

“Por isso, a instalação das câmaras de vigilância não tem a ver com professores e funcionários, mas sim para uma vigilância nocturna, no sentido de impedir assaltos e vandalismo” refere, notando que inclusive a escola tem várias participações na polícia devido a actos do tipo, que têm lesado a instituição de ensino.

Por isso descarta a versão apresentada de que não foram avisados da instalação dos equipamentos, explicando que em 2017 foram informados sobre a intenção da colocação dos equipamentos e que no início de 2020 foram notificados todos os núcleos da instalação das mesmas.

Mário Augusto Borges, esclarece ainda que a 18 de fevereiro deste ano tiveram a autorização de funcionamento das câmaras, e que já no decurso do mês de junho receberam o despacho positivo da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), pelo que as câmaras começaram a funcionar somente no final do mesmo mês.

O sistema de videovigilância comporta 9 câmaras, que segundo Mário Borges, estão situadas nos locais mais vulneráveis da escola, como nas zonas internas de circulação, pontos exteriores e corredores internos, ou seja, não há câmaras dentro das salas de aulas, por isso, diz não entender em que ponto o grupo de professores e funcionários sentem-se “vigiados” e com a sua privacidade invadida.

No que concerne a placas de identificação das câmaras, o mesmo garante que já estão prontas e que brevemente vão ser colocados no espaço.

  1. Carlos Silva - Ralão

    Não querendo alimentar quaisquer polémicas, como Subdiretor Administrativo & Financeiro e tendo estado a frente deste processo desde 2018, qualquer colega e amigo meu Docente da ESJB que possa estar por trás deste abaixo assinado e queira esclarecimentos sobre este mesmo processo, tem toda liberdade para falar comigo e lhe aprentarei toda a documentação legal autorizada e enviada pela CNPD – Comissão Nacional de Proteção de Dados.

  2. Carlos Silva - Ralão

    O jornalista deste jornal online, Notícias do Norte, recebeu toda a documentação legal emitida pela CNPD – Comissão Nacional de Proteção de Dados sobre a instação das câmaras de vigilância.

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