Caso Alex Saab: O desaparecimento de 20 mil dólares que Saab diz que tinha quando foi detido

13/08/2020 00:03 - Modificado em 13/08/2020 00:03

Numa carta que  ministro do Poder Popular para os Negócios Estrangeiros da República Bolivariana da Venezuela enviou, no dia 4 de julho, ao seu homólogo cabo-verdiano, Luís Felipe Tavares, este afirma  que Saab “foi alvo de agressão física e roubo por alguns agentes da polícia, após a sua detenção em 22 de Junho”. Este online apurou que o enviado especial da Venezuela alega que numa pequena mala transportava a quantia de 20 mil dólares que foi apreendida quando foi detido. Alega também que não assinou nenhum documento para confirmar a apreensão de bens. E que não tendo assinado nenhuma declaração passou a considerar esse ato como roubo. 

Na altura o NN contactou o departamento da PJ na ilha do Sal, no sentido de se pronunciar sobre este assunto, visto que a acusação partiu do Governo da Venezuela,  e atingia “a honra e a dignidade dos agentes que efetuaram a detenção”, mas até hoje não recebemos nenhuma resposta.

Também o Ministro dos Negócios Estrangeiros e a Ministra da Justiça  não se pronunciaram sobre o assunto. O certo é que no processo a defesa de Saab não encontrou nenhum documento relativo a apreensão dos 20 mil dólares que o seu cliente diz que transportava.  A defesa diz que a autoridade policial entregou a mala, a bolsa e jóias, mas não sabe do dinheiro. E perante estes factos este caso dos dólares será sempre um caso da palavra do enviado especial contra quem fez a detenção.

A defesa de Saab não tem como provar que o seu cliente estava na posse  dos 20 mil dólares, mas considera que essa quantia para um empresário como Saab  são “peanutus” (amendoins) e que este não tinha nenhum interesse “em criar essa história”.

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