JPAI diz que em Cabo Verde não existe uma política virada para a juventude

12/08/2020 14:14 - Modificado em 12/08/2020 14:14

A JPAI diz que os jovens são os mais prejudicados na atual conjuntura mundial que se vive devido a pandemia do Covid-19, referindo que o país não fica atrás, já que em Cabo Verde, segundo adiantou, os jovens não se enquadram na política do governo.

Neste dia internacional da Juventude, 12 Agosto, a Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI), diz que este dia é especial para os jovens e sobretudo um dia de reflexão.

Em conferência de imprensa em São Vicente, Fidel Cardoso de Pina diz que em Cabo Verde os dados apontam para uma camada da população jovem na ordem de 63%, ou seja, a juventude constitui a “verdadeira força motriz da nossa sociedade e um capital que não pode desperdiçado e valorizado e na prática a situação que se constata, hoje em 2020”.

No entanto, com base nestes dados, diz que é “inquestionável” que se regista um retrocesso em várias áreas de governação, criticando as “principais promessas do governo do MpD, que estão por cumprir.

Segundo Fidel Pina, o governo falhou com sua política de emprego e defraudou as expectativas dos jovens cabo-verdianos, sobretudo no meio rural e urbano. E que esta parte da nação, nunca sentiu a felicidade prometida, nem os ganhos propalados pelo crescimento robusto, nem o benefício da abundância de dinheiro em Cabo Verde “.

Neste sentido, considera que a “promessa feita aos jovens está longe de ser cumprida”, alegando que esta franja da nação, continua a ser “particularmente tocada pelo desemprego, não obstante o esforço de recrutamento de estagiários sobretudo no momento da realização do inquérito dos dados estatísticos do mercado de trabalho”.

Para Fidel Cardoso de Pina, “vivemos tempos extraordinários e o impacto nos jovens é sério e precisa ser analisado atentamente” e que “infelizmente o sector juventude é um dos que mais tem sido afetado pela covid-19, afirmando que esta situação veio tornar mais complexa a realidade difícil em que já se encontrava a maioria dos jovens antes da pandemia.

No seu entender, a juventude cabo-verdiana precisa de um novo contrato social, já que no atual, os jovens “são os mais penalizados pelo desemprego, subemprego, empregos precários e baixos salários, falta de oportunidades económicas e más condições habitacionais, descriminação no emprego e cargos públicos” entre outros, e assegura que estão condenados a serem as maiores vítimas da má gestão ambiental e más politicas.

A JPAI “na defesa dos interesses da juventude cabo-verdiana”, quer um novo contrato social para a juventude e também defende a necessidade de uma sociedade e governo que reconheçam os direitos e potencial dos jovens, assegurando espaços e oportunidades em espaços decisórios e em todas as matérias que dizem respeito ao seu quotidiano e futuro próximo, realçando a possibilidade de participarem “nas construções do futuro do país”.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.