Grace Évora diz que programa “100 artistas em palco” não é solução para resolver o problema dos músicos nacionais

10/08/2020 01:11 - Modificado em 10/08/2020 01:11

O cantor sanvicentino Grace Évora, com mais de 30 anos de carreira musical, mostra-se preocupado com músicos neste momento de crise, devido a covid-19 que os deixou parados e consequentemente sem nenhuma fonte de rendimento.

Com o mundo da música praticamente parado, muitos artistas apelam a apoios, uma situação bastante complicada para os que viviam da música e que até hoje a situação, tende a não normalizar.

Entretanto, para amenizar esta situação, o governo de Cabo Verde, através do Ministério da Cultura, criou o programa “100 artistas no palco”.

Sobre este programa, Grace Évora diz que foi atribuído dinheiro para ajudar os artistas, mas considera que foi mal gerido. “O programa “100 artistas no palco”, do Ministério da Cultura, colocou artistas desconhecidos no “palco online” via página no facebook. Não acredito que isso seja uma boa solução para resolver o problema de vários músicos”, afirma em entrevista a revista online “Vice & Versa”.

Na sua opinião, as autoridades, deviam procurar uma melhor solução, sem expor cada um, de forma a prepararem bem os seus trabalhos, em condições de os apresentarem ao público. “Qualquer pessoa” podia inscrever-se enviando uma carta para participar. Para mim foi “uma autêntica palhaçada” esse modelo.

Citado pela mesma fonte, Grace afirma que quanto ao apoio, é da opinião que há músicos que o merecem porque vivem disso, atuam semanalmente em hotéis, restaurantes, bares. “Eles precisam de encontrar meios para pagarem as suas rendas”.

Grace Évora que faz parte do Movimento “Mas Soncent”, que se candidata às Eleições Autárquicas de 2020 por S. Vicente, para, caso vençam as eleições “tentar ajudar a minha ilha, ajudar a minha terra, com uma ilha melhor, dar o melhor de mim se conseguir.”

Sobre a solução dos artistas, neste momento, segundo o seu ponto de vista, à publicação, responde que, esta passa por patrocinar shows online, juntar com as empresas para patrocínio desses shows, de forma a ter também a economia movimentando. “Motivar empresas junto do governo para esse patrocínio de forma a ter algum rendimento aos artistas, aos profissionais que fazem o som, a iluminação e aos músicos que acompanham os artistas”. E, que como membro da classe, ao “Vice & Versa”, diz que é preciso “criar sinergia entre governo, empresas para tentar manter essa parte cultural, com eventos como a dança, exposições de pintores e não um show de meia hora, na rede social, por 10 mil escudos. Procurava fazer algo mais atraente e com mais qualidade.

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