Santiago e Sal. Governo endurece medidas no combate à Covid-19

7/08/2020 21:54 - Modificado em 7/08/2020 21:54

O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, divulgou hoje que o Governo decidiu prorrogar o estado de calamidade por mais 21 dias nas ilhas de Santiago e do Sal, as mais afetadas pela covid-19 no país. O executivo também determina o uso obrigatório de máscaras na via pública “independentemente do tipo de atividade que estejam a realizar”.

Informações avançadas por Paulo Rocha esta sexta-feira, em conferência de imprensa na cidade da Praia, para apresentar um conjunto de novas medidas de combate ao coronavírus, isto na sequência da reunião do Conselho de Ministros que decorreu na quinta-feira.

De acordo com o MAI, o Governo decidiu também manter encerradas algumas instalações, como discotecas, ginásios, salões de dança e de festas e manter proibidas algumas atividades recreativas de lazer, de diversão e desportivas e balnear e todas as atividades que implicam aglomerações de pessoas, isto na ilha de Santiago.

O Governo decidiu também, para Santiago e Sal, encerrar por um período de 21 dias, todos os estabelecimentos de consumo de bebidas alcoólicas, pelo que passado os 21 dias, os mesmos vão ter de apresentar uma declaração sanitária para a sua reabertura.

Os restaurantes e estabelecimentos de venda e/ou consumo de refeições rápidas passam a estar obrigados a suspender o atendimento às 21h30 e a encerrar todas as atividades às 22h00, que até hoje era até à meia-noite.

Os estabelecimentos de comércio, como supermercados, mercearias passam a laborar até às 19 horas, com exceção das padarias e as farmácias. Ficam ainda proibidas as festas e convívios em residências particulares. A atividade balnear na ilha do Sal é encerrada nos termos a definir pelo Instituto Marítimo Portuário.

Nisto, clarifica a mesma fonte que os estabelecimentos que não cumprirem as novas medidas ficam sujeitas a coimas e sanções “mais robustas”, ou até o encerramento dos mesmos, cuja reabertura será só com uma declaração sanitária.

Consta nas novas medidas o uso obrigatório das máscaras faciais em espaços públicos, abertos ou fechados, incluindo a via pública. Já os transportes públicos estão obrigados a cumprir com as medidas, utilização obrigatória de máscaras e recusar o serviço a quem não tiver esse equipamento de proteção, hoje indispensável, caso contrário, estão sujeitos a incorrer em sanções como apreensão do veículo e outras coimas.

As medidas hoje anunciadas entram em vigor na próxima segunda-feira, 10 de agosto.

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