Jovem denúncia nas redes sociais ameaças de morte por parte do ex-namorado

7/08/2020 13:01 - Modificado em 7/08/2020 13:01

Na sequência do assassinato da jovem de 17 anos em Santa Cruz de Santiago, começam a surgir desabafos e denúncias públicas de jovens que estão a passar pelo mesmo que a jovem, morta à facada na tarde de terça-feira, 04, em Achada Bel-Bel, passou antes da sua morte.

Esta jovem, Jackliny Jack Dias, denúncia a prática de um crime de ameaça e de um crime de violação da intimidade de vida privada por parte do ex-namorado. Conforme a jovem, passados três anos desde do término do namoro, o ex-companheiro, não superou este facto, acabando por fazer sucessivas ameaças à sua vida.

Diz que por várias vezes já apresentou queixa na polícia, mas até agora nada. E agora com medo do que pode acontecer, como foi o caso de Lavínia.

Neste sentido, escolheu as redes sociais para contar a sua história. “Já tem três anos que terminei o namoro com esta pessoa, mas desde então começaram as ameaças, chegando ao ponto de me ameaçar de morte”, conta esta jovem que adianta ainda que sempre que se cruzam, o ex-namorado atira-a com pedras.

Conta ainda que recentemente, foi às compras e foi seguida pelo rapaz que a atacou com uma faca, mas felizmente nada de grave aconteceu. Também conta que numa outra ocasião, com o filho de dois anos no colo, este rapaz atacou-a à pedrada, mas felizmente, encontrou uma casa com a porta aberta e se escondeu ali dentro.

Com todo este desespero diz que já mudou de zona, mas mesmo assim o jovem foi à procura da sua nova residência. “Atacou a porta à pedrada. E ajoelhou-se e jurou pela sua mãe que vai-me matar”, tudo isso conforme contou, porque não quer mais nenhum relacionamento com ele.

Amedrontada com estas ameaças diz que sente a sua vida por um fio e por diversas vezes contactou as autoridades, mas nada aconteceu e “já tenho até vergonha de ir à polícia”.

“Há duas semanas fui ao tribunal saber o andamento do processo, mas disseram que brevemente seria chamada, mas até agora nada”, desabafa esta jovem, descrente nas autoridades.

Uma “afronta” que ela quer ver terminado, porque neste momento até para ir às compras tem que chamar um táxi e se não tiver o dinheiro, não vai a lugar algum.

Reconhece que para se livrar da situação, já pensou tirar a vida a essa pessoa, porque sente que basta haver oportunidade é a vida dela que acaba. “Estou sozinha na cidade da Praia, sem família aqui, com uma criança de dois anos”. E na terça-feira, aconteceu aquela tragédia com a jovem, “ele ligou-me e disse que me faria o mesmo. No momento de desespero, apenas pensei em tirar a minha própria vida e desde então não tenho conseguido dormir e preciso de ajuda porque quero continuar a criar o meu filho.”

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