Projecto Biodiversidade com campanha para combater o consumo ilegal de espécies marinhas protegidas

5/08/2020 16:03 - Modificado em 5/08/2020 16:04
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O Projecto Biodiversidade lançou, no decorrer desta semana, uma campanha nacional de sensibilização focada em combater a contínua captura e consumo ilegal de espécies marinhas protegidas, baseando-se numa abordagem “muito oportuna” nos tempos atuais, centrada na questão da saúde humana.

Conforme comunicado de imprensa enviada ao NN, o Projecto Biodiversidade, refere que a mensagem principal da campanha, “Mantenha o perigo longe do seu prato”, incita o público a que rejeite o consumo de espécies selvagens protegidas por lei, demonstrando como esse consumo pode impactar negativamente na saúde humana, e também o papel que os humanos têm em perpetuar a cadeia de consumo e de comércio ilegais.

Com isso a campanha busca fortalecer a compreensão da população sobre as diferentes maneiras nas quais a biodiversidade e a saúde humana estão interconectadas e busca inspirar um movimento coletivo de denúncia do consumo ilegal, mudar comportamentos prejudiciais para o ambiente, assim como proteger espécies importantes e o seu ecossistema.

Além da presença de outdoors a nível nacional, a campanha reforçará a sensibilização da população por meio de divulgação nos meios de comunicação e redes sociais, e através de materiais impressos e conversas com especialistas, parceiros locais e outros colaboradores.

Além das tartarugas marinhas, outras espécies marinhas protegidas por lei são capturadas de forma habitual para o seu consumo em Cabo Verde, incluindo diferentes espécies de aves marinhas como o rabo-de-junco e a cagarra, bem como mamíferos marinhos como a baleia-piloto. A combinação da ação direta e da sensibilização da população visa criar uma força poderosa para uma mudança positiva.

Este ano, com a ausência de voluntários internacionais, o Projeto Biodiversidade recrutou uma equipa totalmente local para apoiar o seu programa de proteção de tartarugas marinhas, com 48 pessoas patrulhando as principais praias de desova da ilha durante os próximos quatro meses. Com o apoio da Delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente, da Câmara Municipal do Sal, e dos voluntários locais, o projeto prevê patrulhar mais de 23 quilômetros de costa, com medidas adicionais aplicadas visando reduzir a pesca/caça em áreas mais remotas.

Devido à emergência da COVID-19, este ano a campanha iniciou-se sem o apoio das Forças Armadas, mas espera-se que esta possa apoiar a campanha assim que a situação o permita. Esta ação é levada a cabo em parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente e a Direção Nacional do Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal de Sal, e com financiamento da TUI Care Foundation e do BioTur (financiado pelo PNUD e GEF)

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