Mário Semedo: “Tendo uma formação profissional, os jovens atletas terão mais facilidades de entrar no mercado do trabalho”

5/08/2020 15:49 - Modificado em 5/08/2020 15:50
Foto: Inforpress

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), tendo em vista a qualificação profissional de jovens atletas, assinou hoje um protocolo de formação com a Direção-geral de Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais, que segundo Mário Semedo, é um marco “histórico” no futebol cabo-verdiano.

O líder da FCF, Mário Semedo, encarou como sendo “histórico” no futebol cabo-verdiano a assinatura do referido protocolo, tendo em conta, que se está a criar as condições para que os jovens atletas possam ter alternativas quando deixarem o mundo do futebol.

“Hoje, em Cabo Verde, o futebol é quase profissional e, quando um jogador se retirar ou tiver algum azar, atravessa situações muito difíceis”, declarou Mário Semedo, para quem uma formação profissional significa dispor de uma ferramenta que facilitará aos atletas entrar no mercado do trabalho de forma qualificada.

Para Semedo, tendo uma formação profissional, os jovens atletas terão “mais facilidade de entrarem no mercado do trabalho”.

Por sua vez, a diretora-geral do Emprego, Formação Profissional e Estágios Profissionais, Jacqueline Moniz, assegurou que a instituição põe à disposição da FCF um leque de ofertas formativas, as quais serão disponibilizadas conforme o interesse manifestado pelos jovens, em concertação com a entidade máxima do futebol no país.

O protocolo, de acordo com a mesma fonte, prevê que se criem turmas em determinadas áreas, por exemplo, nos sectores de eletricidade, climatização e frio, a serem definidas pela FCF, e, depois, os interessados serão encaminhados para o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI) para se formarem.

Conforme explicou, o protocolo é aberto, o que significa que estará em vigor enquanto houver interesses de ambas as partes, ou seja, da DG de EFPEP e da FCF.

“Não podemos dizer que vamos deixar de financiar a formação dos jovens, porque estes estarão todos os dias a solicitar novas ações de capacitação para a melhoria das suas competências”, afiançou Jacqueline Moniz.

Asseverou, ainda, que, além das entidades públicas, esses jovens podem também ser formados pelos privados que estarão à disposição da DG de EFPEP. Os jovens serão selecionados de acordo com as suas habilitações literárias.

“Temos cursos para os jovens com diversos níveis de escolaridade, que vão desde o 4º ano até ao 12º ano”, vincou a mesma elencando alguns cursos como a construção civil, a pastelaria e a agricultura básica.

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