CMSV diz que PAICV tem “pouca capacidade analítica na identificação das prioridades” para São Vicente

4/08/2020 14:02 - Modificado em 4/08/2020 14:03
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A Câmara Municipal de São Vicente, aponta que o presidente da Comissão Política Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Alcides Graça, tem “pouca capacidade analítica na identificação das prioridades” para o desenvolvimento de São Vicente e diz que essa “falta de visão ditou o resultado desastroso do seu partido nas eleições autárquicas de 2016”.

Em resposta às declarações proferidas na sexta-feira, 31 de julho, pelo líder do PAICV em São Vicente, que acusou a edilidade mindelense de abandono da lixeira municipal como um “crime ambiental”, tendo como responsável o presidente da CMSV, defendendo que este deve ser responsabilizado criminalmente, isto pelo facto do “edil conhecer as condições em que funciona a lixeira municipal” mas “nada faz porque a solução requer mobilização de recursos e não dá votos”.

“De quando em vez faz referência à questão do calcetamento que ele próprio reconhece em curso em todas as zonas de São Vicente, relegando para segundo plano a importância que a requalificação urbana ocupa no desenvolvimento territorial”, salienta a edilidade no seu comunicado.

Nisto, esclarece que a requalificação urbana “fomenta a coesão territorial e a inclusão social, diminuindo, por conseguinte, as assimetrias e melhorando a qualidade de vida da população” e, por isso, diz que Graça tem uma “miopia fugaz que já faz escola nas suas análises”, que ficou elucidado aquando da asfaltagem do troço Fonte Francês/Ribeira de Craquinha, que garantiu “não se tratar de uma obra prioritária”.

A edilidade acusa ainda o líder do PAICV em São Vicente de querer ruas asfaltadas e calcetadas apenas para algumas pessoas mas, aclara que a CMSV continuará “a trabalhar zona a zona, bairro a bairro, rua a rua, porque só assim é possível um desenvolvimento harmonioso da ilha do Monte Cara”.

As imagens apresentadas pelo líder local do PAICV sobre a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) são vistas pela CMSV como sendo “completamente desatualizadas”, pelo que “não espelham as obras realizadas para fazer face aos novos desafios e aos equipamentos adquiridos durante o mandato”. “A sua falta de visão ditou o resultado desastroso do seu partido nas eleições autárquicas de 2016”, refere o comunicado.

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