FAO apoia mais de 1.300 famílias de agricultores com distribuição de sementes de milho e feijão para mitigar efeitos da seca e Covid-19

4/08/2020 00:12 - Modificado em 4/08/2020 00:12

Desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), através de um programa de emergência, a organização vai distribuir a cerca de 1.300 famílias de agricultores sementes de milho e feijão, isto com financiamento da Bélgica.

O referente programa lançado na sequência da seca que há três anos afeta o arquipélago, visa “assistir as autoridades responsáveis pela agricultura na preparação e implementação da campanha agrícola 2020/21” em Cabo Verde, “fornecendo os meios necessários para apoiar os agricultores mais vulneráveis que operam no setor agrícola de sequeiro” aponta o comunicado da FAO.

Será apoiado pelo Fundo Especial para Atividades de Emergência e Recuperação do Governo belga, também tendo em conta os “efeitos potencialmente negativos da pandemia da Covid-19 no acesso a insumos”.

Os beneficiários diretos do projeto são 1.325 famílias, aproximadamente 6.625 pessoas, que cultivam milho e feijão de sequeiro, explica a FAO, sobre este programa de emergência, aplicado ainda com o apoio do Ministério da Agricultura de Cabo Verde.

“As duas entidades trabalharão juntas para preparar a tempo a temporada agrícola 2020/21 e garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias nas áreas rurais”, garante a FAO.

Vai permitir a aquisição e distribuição de “sementes de culturas de sequeiro (milho e feijão) para a sementeira”, bem como “adquirir e acumular” produtos fitossanitários nas ilhas e municípios “onde o risco de ataques de pragas é maior”.

Desde 2017 que as chuvas que caem no arquipélago têm sido insuficientes para evitar uma seca extrema e prolongada e consequentes maus anos agrícolas, que têm levado o país a pedir ajuda internacional.

A diretora-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, Eneida Rodrigues, referiu em julho que as informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, baseadas nas previsões internacionais do Centro Africano de Aplicação Meteorológica para o Desenvolvimento (ACMAD) e Centro Regional de Formação e Aplicação em Agrometeorologia e Hidrologia Operacional (AGRHYMET), apontam para uma “grande probabilidade” de este ano as chuvas ocorrerem dentro do padrão normal em todo o arquipélago.

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