António Monteiro garante que vai processar Augusto Neves

31/07/2020 13:35 - Modificado em 31/07/2020 13:35

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, diz-se ofendido pelas palavras proferidas pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, à sua pessoa e promete agir judicialmente tendo por base a injúria e a difamação.

Esta garantia de António Monteiro foi dada esta manhã em conferência de imprensa na sede do partido, na sequência das palavras dirigidas à sua pessoa pelo edil mindelense, Augusto Neves, que ontem classificou o líder da UCID de “caloteiro, ditador e de andar a transformar o partido numa mercearia, não para vender, mas para comprar benesses”.

Nesta senda, Monteiro, assegura que foi com “imensa tristeza” que ouviu as palavras de Augusto Neves, pelo que entende que as pessoas devem “ter nível e que não podem rebaixar-se de tal forma que criem um certo repúdio e repugnância em quem as escuta”.

Para já o líder da UCID aponta que irá recorrer ao tribunal e processar o presidente da CMSV, adiantando ainda que, como líder de uma edilidade Augusto Neves, onde dirige mais de 85 mil habitantes, deveria evitar uma “linguagem tão pobre”.

“A Câmara Municipal de São Vicente tem uma dívida de mais de 40 mil contos com o INPS, mas o Instituto não nos remete informações, alegando que tem um acordo com a Câmara. Também pedimos dados à Electra e à CV Telecom da situação com a Câmara, sendo que a primeira empresa alega sigilo, enquanto a segunda sequer reagiu à solicitação da UCID” vincou. 

Monteiro aclara que a lei consente aos deputados a prerrogativa de obterem dados sobre instituições públicas e, que neste caso em concreto, trata-se de uma câmara municipal.

Na mesma linha, Monteiro, assegura que Neves, na sua conferência de ontem, não teve a habilidade de desmentir que a Câmara Municipal não consegue pagar normalmente os salários dos funcionários, recorrendo todos os meses à Caixa Económica para resolver parte dos vencimentos. Por fim, salienta que a CMSV foi notificada pelo Tribunal de Contas com a devolução das contas dos anos 2017 e 2018 e reafirmou que as referentes a 2019 foram adulteradas com base na técnica da contabilidade criativa.

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