Grupo de Apoio à Enseada d’Coral Laginha entrega petição ao MEM e CMSV com 7.500 assinaturas para salvar a enseada

30/07/2020 15:19 - Modificado em 30/07/2020 15:19
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O Grupo de Apoio à Enseada d’Coral vai entregar esta sexta-feira, 31, em Mindelo, uma petição ao Ministério da Economia Marítima e à Câmara Municipal de São Vicente, com 7.500 assinaturas com o objetivo de salvar a enseada de corais na Laginha.

Conforme nota de imprensa enviada ao NN, a entrega desta petição com 7.500 assinaturas obtidas somente na ilha de São Vicente, servirá para “reforçar os projetos de proteção e valorização da enseada de corais da Laginha” para “impedir que a enseada seja transformada numa lixeira lamacenta” devido ao desvio da saída de águas pluviais da praia da Laginha para a enseada.

“Considerando, ainda, que mais de 80%, das pessoas que abordamos assinaram a petição, se conseguíssemos chegar a todos os mindelenses decerto que o número de assinaturas seria bem maior, o que indica, indubitavelmente, que é vontade da população do Mindelo que a biodiversidade marinha da Enseada de Corais da Laginha seja preservada” reforça.

A mesma fonte assegura que poucas pessoas em Cabo Verde conhecerão o nome de algum coral existente no país, e desses poucos aponta que, é “muito provável que mais de metade ficou a conhecê-la durante um mergulho na enseada ou vendo fotos de corais da enseada”.

“A Enseada de Corais da Laginha tem sido, sem margem para dúvidas, uma das ferramentas mais valiosas e eficazes, para a divulgação e conhecimento, in vivo e não só, da biodiversidade marinha cabo-verdiana e principalmente dos corais, que de tão ignorados, a poucos são atribuídos nomes comuns pela população” salienta o Grupo de Apoio à Enseada d’Coral.

Nisto, afirma a mesma fonte que é “graças à enseada e à sua proximidade e facilidade de acesso, segurança e riqueza marinha” centenas de pessoas, entre os 5 e os 70 anos, em “boa forma física ou não, sabendo nadar ou não”, puderam ver nos últimos anos, “gratuitamente e de bem perto, os corais de baixa profundidade mais representativos de Cabo Verde”, como alguns corais endémicos, peixes variados – muitos deles endémicos, estrelas-do-mar, ouriços, anémonas, esponjas, pepinos-do-mar, moluscos, crustáceos e até tartarugas, entre outras espécies.

“A proteção legal e efetiva da Enseada de Corais da Laginha proporcionará às Universidades e instituições de ensino da ilha, um laboratório natural de investigação científica nas áreas de ecologia experimental e observacional, mudanças climáticas, biodiversidade, entre outras” assegura.

A trilha subaquática, de acordo com a fonte, permitirá “valorizar, disciplinar e aumentar a eficácia e sustentabilidade do trabalho feito até esta data na Enseada” e terá como objetivos principais, a “educação ambiental, a divulgação científica conhecer para amar, amar para proteger” e, a valorização do ecossistema marinho. Nesta senda, aponta que as crianças e jovens, e a população em geral, serão o público-alvo e como equipamento para domínio público, está idealizado sem cariz comercial.

 “Pedimos também com urgência que a saída das chuvas seja desviada, provisoriamente, da Enseada para a Praia de areia, onde os impactos negativos são menos severos e duradouros, pois a correnteza é bem maior e em pouco tempo “limpa” a água das chuvas…” conclui.

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