Inquérito sero-epidemiológico aponta que vírus ainda pode demorar muito tempo em Cabo Verde

29/07/2020 23:12 - Modificado em 29/07/2020 23:12

O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário garantiu hoje, que o estudo realizado em todo o país durante o mês passado, revela que das 5.348 pessoas inquiridas, apenas 21, representando 0,4% da amostra, tinha tido contacto com o vírus e que este pode ainda demorar muito tempo em Cabo Verde.

O estudo que foi realizado em todo o país pelo INPS e pelo INE durante o mês de junho, e apresentado hoje na cidade da Praia, envolveu amostras que abrangeram um total 5.348 indivíduos dos 10 aos 80 anos, sendo que a maior percentagem dos inquiridos, cerca de 11%, reside no concelho da Praia, seguido de São Vicente com 7%.

Dos inquiridos, seis indivíduos, representando 0,1% da amostra, referiu ter tido um diagnóstico prévio de covid-19, sendo que 21 pessoas (0,4%) testaram positivos para o “teste rápido para deteção de anticorpos”, a maioria na ilha do Sal, referindo com isso que Cabo Verde ainda é “muito vulnerável”.

O ministro da Saúde alertou que as ilações a tirar deste estudo devem ter em conta que se trata apenas de uma fotografia num dado momento do estado do vírus no país.

Nesta senda a Presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública, Maria da Luz Lima, salientou que medidas “preventivas rigorosas” terão que ser implementadas, não especificando, no entanto, essas medidas.  Porém, alerta para o facto de a população idosa ainda estar muito suscetível a apanhar o vírus.

De acordo com os dados, uma franja da população, ainda que minoritária (2,8%), admitiu que não cumpriu com as regras de distanciamento social. Já a utilização de máscaras, aponta o estudo, foi amplamente aceite. Ainda assim, a maioria das pessoas (70,3%) reconheceu que utilizou equipamentos deste género que não são certificados e apenas 29,4% disse ter usado máscaras certificadas pelos serviços públicos.

Do total de inquiridos, seis pessoas referiram “ter tido um diagnóstico prévio de COVID-19” e dessas “todas referiram sentimento de baixa autoestima associado com o diagnóstico e nenhum referiu sentir vergonha por ter testado positivo”.

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