Cabo Verde reabre fronteiras internacionais na segunda quinzena de agosto

29/07/2020 15:17 - Modificado em 29/07/2020 15:17
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O ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, anunciou que o país vai retomar os voos comerciais internacionais na segunda quinzena de agosto e “muito provavelmente” vai exigir a apresentação de testes antecipados à covid-19 aos visitantes e turistas.

“Nós estamos a trabalhar para durante o mês de agosto e, provavelmente, na segunda quinzena, fazer essa abertura gradual com outros países”, disse, em entrevista à agência Lusa, na cidade da Praia, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, Carlos Santos.

Cabo Verde não recebe voos comerciais internacionais desde 19 de março, devido à pandemia da covid-19, tendo inicialmente anunciado a retoma em 30 de junho, sem obrigar à apresentação de testes antecipados à doença para quem vinha do exterior.

Entretanto, com o recrudescer de casos, tanto na Europa como nas ilhas, a retoma dos voos comerciais foi adiada para agosto, mas ainda sem um dia exato, com o ministro a garantir que não será nos primeiros 15 dias do próximo mês.

“Mas, tendo em conta os vários fatores que vão surgindo quase diariamente, nós queremos fazer esse anúncio com base em dados certos, corretos, para que consigamos apresentar as datas corretas. Muito provavelmente, até 15 de agosto, por enquanto, não”, referiu Carlos Santos, citado pela mesma fonte.

A União Europeia definiu como um dos critérios para abrir as suas portas a países terceiros estes terem pelo menos 20 casos por cada 100 mil habitantes em duas semanas seguidas mas, segundo a mesma fonte, Cabo Verde tem atualmente um valor muito acima das exigências europeias.

Apesar dos critérios estabelecidos pela União Europeia, o ministro disse que uma das vantagens do arquipélago é que algumas ilhas têm uma incidência menor e outras já não têm casos ativos, como São Vicente ou Boa Vista, o que poderá levar a uma abertura gradual dos destinos.

“E aí há também uma hipótese de conseguirmos junto da União Europeia demonstrar que algumas ilhas têm uma incidência maior e outras nem por isso e pode ser uma saída para fazer uma abertura gradual, por ilhas”, sustentou o governante.

O ministro disse ainda que o Governo quer “ter a certeza” que a saúde dos cabo-verdianos e de quem visita o país não esteja em perigo, daí ter elaborado um plano de segurança sanitária, que já está na sua fase final, e que consiste em preparar os aeroportos, hotéis e restaurantes, com medidas que dizem respeito ao distanciamento físico e social e à higienização.

Entretanto, a UE estima que a reabertura total das suas fronteiras externas aos países terceiros “demore algum tempo”, não esperando que isso aconteça ainda este ano, e aconselha os Estados-membros a não tomarem decisões unilaterais.

Se isso vier a acontecer, o ministro disse que poderá atrapalhar os planos de Cabo Verde, tendo em conta que o turismo é um setor “muito vulnerável” e que depende das decisões de outros países e não apenas do Governo.

Se no primeiro anúncio para reabertura das fronteiras não era exigido teste à partida, o ministro disse que desta vez a “tendência vai no sentido” de testes antes das viagens, tendo em conta que esta posição de obrigatoriedade foi evoluindo ao longo dos últimos meses, e agora é considerada essencial para impedir a cadeia de contágio.

O ministro deu ainda como exemplo a exigência de testes de virologia nos dois sentidos do corredor aéreo aberto entre Portugal e Cabo Verde, que começa a funcionar em 01 de agosto.

Cabo Verde tem um acumulado desde 19 de março de 2.354 casos de covid-19 e 22 mortos.

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