UCID acusa governo de estar a compactuar com a gestão danosa da CMSV

28/07/2020 13:36 - Modificado em 28/07/2020 13:36

Opresidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID – oposição), volta a acusar o atual executivo da Câmara Municipal de São Vicente de “má gestão financeira e patrimonial”, apontando a falta de liquidez para honrar os seus compromissos financeiros, o aumento “exponencial” da dívida à banca e instituições financeiras, bem como a sonegação de dados referentes à sua atual situação.

De acordo com António Monteiro, em conferência de imprensa esta terça-feira,  a Câmara de São Vicente não dispõe de liquidez para honrar os seus compromissos, e afirma que para conseguir pagar parte dos salários e fornecedores, recorre todos os meses “a descoberto no banco para poder pagar os salários”, alegando ainda que a edilidade possui dívidas avultadas com instituições públicas e privadas, nomeadamente o INPS, a Telecom e com as Finanças.

Monteiro diz ainda que a UCID solicitou às instituições sobre a situação atual da CMSV e foram confrontados com sonegação destes mesmos dados, apontando vários argumentos, que no entender do líder deste partido “ferem a constituição da República de Cabo Verde e de mais leis vigentes no país”.

E tudo isso, conforme o presidente da UCID, “com a conivência dessas instituições e dos sucessivos governos, que permitem o acumular de dívidas sem, no entanto, agir em conformidade”.

“Em relação ao INPS e Finanças estamos perante crimes fiscais porque os valores são retidos e não transferidos” para estas duas instituições.

Diz que a divida ao INPS é de cerca de 40 milhões de escudos e ainda, António Monteiro denuncia que o executivo camarário, já tem vários meses que não paga o INPS dos funcionários, que estão sem cobertura que a lei impõe a estes trabalhadores e respetivas famílias. “Estranhamos este comportamento e apelamos ao governo par agir em conformidade com as leis”.

Por isso, não entende o porquê do governo continuar “mudo e calado compactuando com a má gestão”, pois, relembra que já tem mais de um ano que se mandou fazer uma auditoria financeira e administrativa a CMSV, sem se publicar o resultado desta auditoria.

Neste sentido, o partido exige a publicação do relatório para “dissipar as dúvidas concernentes a má gestão da câmara municipal”.

EC

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