Artur Correia diz que o sistema de vigilância epidemiológica funcionou. Mindelenses dizem que não

27/07/2020 23:19 - Modificado em 27/07/2020 23:19

Na sequência do caso do passageiro que viajou da cidade da Praia para São Vicente, com resultado negativo no teste rápido, mas que viria a acusar positivo para Covid-19 em teste PCR, o director nacional da Saúde, esclareceu que o sistema de vigilância epidemiológica funcionou bem e que todas as medidas já foram tomadas pelas autoridades sanitárias. Os mindelenses, nas redes sociais e os ouvidos por este online, dizem que não. E recordam que este caso vem dar razão aos seus receios que o teste rápido não se revela fiável.

Sobre o caso o director nacional de Saúde, esta segunda-feira à tarde durante a conferência de imprensa, disse que o passageiro viajou na condição de ter um resultado negativo de teste rápido, que consta nas medidas adotadas pelo Governo na retoma das ligações aéreas e marítimas inter-ilhas, com partida das ilhas de Santiago, Sal e agora São Nicolau.

Porém, relembrou que ainda não completou uma semana que a medida está em funcionamento e que por isso estão a “melhorar e a afinar as arestas” e à medida que aparecerem casos do tipo e de outras naturezas vão afinando o controlo.  Mas,  os mindelenses consideram que “pelo meio o vírus pode ser  levado para ilhas sem casos, como sucedeu com este caso. E ninguém pode garantir que outras pessoas que já viajaram das ilhas com casos ativos de COVID-19 com testes rápidos negativos possam estar infetadas”. Apesar deste facto sem resposta, o DNS  assegurou que o sistema de vigilância epidemiológica funcionou bem. Isto, apesar de este cidadão ter tido o resultado positivo ao teste PCR quando já se encontrava em São Vicente podendo ter desencadeado uma candeia de transmissão. Foi assim  que começou na Praia, na Boa Vista, no Sal e em todo o Mundo

“Mas o fundamental é a vigilância epidemiológica apertada que parece ter funcionado neste caso. Queremos que não falhe. Ela é a nossa arma que tem funcionado desde o início da pandemia” frisou Artur Correia. Mas, a questão que  vários populares , nas redes e sociais e na rua levantam passa por: este caso não pode significar que podem haver outros casos que não foram detetados?

Com base em casos do género, Artur Correia, garantiu que o Ministério da Saúde, já criou uma plataforma online, onde será possível colocar o nome de pessoas que não preenchem os requisitos para viajar entre as ilhas e assim impedir que casos destes se repitam.

“Existe está plataforma informática, que está sendo melhorada e quando preenchido pelo utente responde imediatamente. Também queremos fazer a conexão com outro programa de pessoas que estão em isolamento domiciliar e evitar fugas em quarentena” avançou.

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