Terminal de Cruzeiros de São Vicente vai sofrer um corte de 242 milhões de escudos

27/07/2020 14:52 - Modificado em 27/07/2020 14:52

A informação consta dos documentos de suporte à proposta de lei do Orçamento de Estado Rectificativo de 2020, cujo investimento previa este ano na construção do Terminal de Cruzeiros de São Vicente, empreitada de 26 milhões de euros e lançada a concurso público no início do ano, deveria estar concluída em 2022.

“Os recursos canalizados para o projeto de Construção do Terminal de Cruzeiros sofreram um decréscimo de 24,8%, passando de 972 milhões de escudos [8,8 milhões de euros] para 730 milhões de escudos [6,6 milhões de euros], justificado pela revisão dos desembolsos dos empréstimos externos, prevendo um atraso na execução da obra”, lê-se no documento, que se refere à verba para o primeiro ano de obra.

Sendo assim, a empreitada a instalar em São Vicente prevê a construção de dois pontões para atracação de navios com mais de 400 metros de extensão, com 9,5 metros de profundidade, além de um cais com uma largura de 12 metros, uma gare de passageiros, uma vila turística e uma zona imobiliária, conforme o concurso público internacional, sofrerá assim um atraso, prevê o Governo.

O concurso, em duas fases, para a pré-seleção de empreiteiros para as obras de construção do Terminal de Cruzeiros do Mindelo foi lançado em 27 de janeiro.

O edital do concurso previa o arranque da empreitada em agosto, para estar concluída em 22 meses, o que está dependente do processo de adjudicação dos trabalhos, mas que agora sofrerá um atraso, não clarificado pelo Governo.

A obra é cofinanciada pela Fundo Orio, dos Países Baixos, e pelo Fundo OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional.

“O Terminal de Cruzeiros do Mindelo terá um impacto enorme na economia de São Vicente e Santo Antão, assim como um efeito indutor na economia de Cabo Verde”, lê-se no edital do concurso.

Entre outras características, prevê também a construção de um edifício de recepção aos turistas com cerca de 900 m2, designado por “Visitor Welcome Center”, e instalações com 6.150 m2 para estacionamento de táxis e autocarros de apoio.

Os trabalhos vão envolver a reivindicação de uma área de terra, denominada “Ponte Terrestre”, com 2.700 metros quadrados (m2), e a dragagem de aproximadamente 124.000 metros cúbicos na bacia portuária e no canal de acesso.

O Governo cabo-verdiano estima que o terminal permita receber anualmente 200.000 turistas de cruzeiro.

NN/Lusa

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