“Não temos que esperar por uma vacina. Temos que salvar vidas já”

20/07/2020 17:06 - Modificado em 20/07/2020 17:06
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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou, em conferência de imprensa, que o rastreamento de contactos tem que ser a base do combate à propagação da Covid-19.

“As medidas de confinamento podem ajudar a reduzir a transmissão de Covid-19, mas não podem acabar com ela completamente. O rastreamento de contactos é essencial para encontrar e isolar casos e identificar e colocar em quarentena os seus contactos”, disse diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), esta segunda-feira, em conferência de imprensa sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Tedros Adhanom Ghebreyesus falava sobre o impacto da pandemia nas populações indígenas na América do Sul (mais de 70 mil casos detetados e mais de 2 mil mortes desde 6 de julho) para sublinhar a importância do trabalho de “mão de obra no terreno” para rastrear pessoas infetadas e o seus contactos.

“Uma das ferramentas-chave para suprimir a transmissão de Covid-19 em comunidades indígenas – e em todas as comunidades – é o rastreamento de contactos. Nenhum país consegue controlar uma epidemia se não sabe onde está o vírus”, disse o responsável médico.

Assumindo que as “aplicações móveis podem ajudar”, Tedros Adhanom Ghebreyesus garantiu que “nada substitui mão de obra no terreno – profissionais treinados de porta em porta para encontrar casos e contactos, e interromper cadeias de transmissão”.

“O rastreamento de contactos é essencial para todos os países, em todas as situações. Pode evitar que casos individuais se tornem em surtos e que surtos se tornem em transmissão comunitária”, disse, recordando que este mecanismo foi a base do combate a epidemias como a do ébola ou da poliomielite.

“A Covid-19 pode ser parada com uma liderança forte, envolvimento da comunidade e com uma estratégia compreensiva para suprimir a transmissão e salvar vidas. Não temos que esperar por uma vacina. Temos que salvar vidas já”, completou.

Recorde-se que o El País noticiou no domingo que Espanha tem menos de metade dos profissionais de rastreamento do que aqueles que precisa para poder controlar a pandemia, de acordo com um levantamento de dados feito pelo jornal junto das comunidades autónomas (e tendo por base as recomendações internacionais nesta matéria).

De acordo com o jornal, o ideal em Espanha seria o rácio de um profissional por cada 5.500 habitantes, ou seja, cerca de 8.500 rastreadores, sendo este o número mínimo. A Alemanha, por exemplo, tem um profissional de investigação de ligações epidemiológicas por cada 4.000 habitantes (três vezes mais do que Espanha).

Em Notícias ao Minuto

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