S. Vicente: Com a queda das primeiras chuvas Alcides Graça mostra-se preocupado com as construções nas encostas

17/07/2020 23:39 - Modificado em 17/07/2020 23:39
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Esta preocupação que não é recente, conforme Alcides Graça, e vai de acordo com as visitas que ele e a sua equipa têm feito, nalguns bairros da ilha, na sequência das primeiras chuvas, designadamente em Lombo Tanque, Ribeirinha, Pedra Rolada Fernando Pó, Craquinha, Madeiralzinho, entre outros e onde verificou “situações graves e perigosas para vida das pessoas” por causa das construções nas encostas.

De acordo com o presidente da Comissão Política Regional (CPR) em São Vicente do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), as construções nas encostas da ilha, revela que a Câmara Municipal de São Vicente não tem tido uma boa política de gestão de solos. E não compreende como às pessoas de baixa renda, é-lhes atribuído lotes, precisamente nas encostas.

E aponta que são duplamente penalizadas. “Primeiro é uma construção difícil, devido a constituição do solo, segundo essas pessoas não têm rendimentos para se protegerem na altura das chuvas, o que complica ainda mais as suas vidas”.

Em conferência de imprensa, na zona de Madeiralzinho – Carreira de Tiro, Alcides Graça, no local, identificou uma situação, que considera criminosa. “Aqui temos uma casa, uma das primeiras neste local, mas que com o plano urbanístico, acabou por ficar isolada e com a construção de um prédio, no caminho de água, ficou numa situação deveras preocupantes. Quando chove, a água, sem nenhum caminho a seguir acaba por desembocar dentro da residência”, denuncia Alcides Graça, que diz que a situação é do conhecimento do edil mindelense.

Alcídia Monteiro, moradora da habitação, corrobora as declarações de Graça, salientando ainda que, desde que Onésimo Silveira era presidente da câmara que a sua família, tem procurado uma solução, já que foram os primeiros construir no local e posteriormente vieram a surgir outras habitações ao lado.

Ela já leva quase dez anos a insistir com a edilidade no sentido de resolver esta situação, mas, tem tido apenas promessas. Cansada com esta situação, apela à resolução do problema, pois quando a chuva cai causa vários transtornos à família. “Aqui dentro fica completamente alagado porque a água junta-se na parte de trás e entra por aqui adentro, deixando-nos numa situação miserável”, refere.

Ainda sobre a construção nas encostas e leitos, Graça mostra-se apreensivo com a situação e por isso, diz que o PAICV defende a distribuição de lotes sociais para que as pessoas possam construir em segurança e nas planícies. E que a falta de planificação territorial é que leva a estas situações.

Outro agravante, prossegue, tem a ver com o facto de ser o próprio presidente da Câmara a “incentivar a construção nas encostas e legalizar as construções em vez de apresentar alternativas seguras para os municípios. “Como sabem é a própria câmara que atribui lotes nas ribeiras, precisamente para satisfazer interesses que não sabemos”.

Neste sentido, acusa o edil de ter uma gestão de “fraude e meramente eleitoralista e em função dos interesses próprios”.

Para Graça a atribuição de licenças e registo de propriedades tem sido usado pelo atual executivo camarário como um instrumento eleitoralista e utilizado nas vésperas das eleições. “Dá lotes no leito das ribeiras e nas encostas cobertas de casas. Não somos contra, mas é preciso fazer isso, em prol da segurança”.

Elvis Carvalho

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