Unitel T+ aponta desigualdade ao acesso livre e aberto às estações de cabos submarinos

15/07/2020 00:32 - Modificado em 15/07/2020 00:32
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“Uma dependência, num único e exclusivo provedor de internet, que em dois meses, o país foi alvo de dois grandes e graves corte totais dos serviços de comunicação, que seriam evitados se a Unitel T+ tivesse acesso igualitário à rede básica, conforme é garantido pelas leis”.

A operadora de telecomunicações em Cabo Verde, lança esta critica, em consequência da ausência dos serviços de telecomunicações, neste sábado, durante 24H00.

Na sequência da notícia veiculada no Jornal do Domingo de 12 de Julho, a Unitel T+ esclarece que, no sábado, dia 11 de julho, por volta das 22H00, devido a um incidente ocorrido na sede da CV Telecom, fornecedor de serviços, por isso, registou-se uma quebra no serviço de chamadas e internet a nível nacional.

Mas que, “rapidamente, envidamos esforços, juntamente com a CV Telecom, para repor a normalidade, reestabelecendo os nossos serviços. No domingo, 12 de julho, às 8H55, os serviços fixo e móvel da Unitel T+ já estavam operacionais na ilha de Santiago e, gradualmente, ao longo do dia conseguimos normalizar os serviços de chamadas e internet nas outras ilhas afetadas” lê-se em comunicado enviado às redações.

E garante, por isso, que neste momento, todos os nossos serviços fixos e móvel (voz e dados) estão a funcionar na sua totalidade, a nível nacional.

Com doze anos em Cabo Verde, e com uma aposta forte no mercado, para além de um investimento de mais de 50 milhões de euros, e criando centenas de postos de trabalho diretos e indiretos.

Neste documento, a operadora, mostra-se inconformada com o atual mercado, que se apresenta de forma “desigual, onde prevalece um grande desbalanceamento e desequilíbrio, sem respeito pelas leis nacionais e internacionais, especialmente as que definem o acesso livre e aberto às estações de cabos submarinos para extrair capacidade internacional, vem prejudicando uma sã e justa concorrência e o desenvolvimento dos nossos serviços”.

E que devido a “dependência de um único e exclusivo provedor de capacidade e de internet”, o país sofreu, num período de dois meses, dois grandes e graves cortes totais dos serviços de comunicação, a 23 de janeiro e no passado dia 11 do corrente mês, que seriam evitados se a Unitel T+ tivesse acesso igualitário à rede básica, conforme é garantido pelas leis.

“A Unitel T+ sempre defendeu em conjunto com todos os parceiros internacionais inclusive o Banco Mundial um modelo de exploração das infra estruturas do país, assente numa separação estrutural em detrimento de uma separação funcional, modelo este que prevalece até ao momento e que não permite uma gestão transparente e eficiente das infraestruturas críticas e irreplicáveis do país, visando garantir uma maior transparência e eficiência para o mercado e uma concorrência saudável”.

Uma realidade, que tarda em acontecer e que tem causado, enormes prejuízos para a operadora e seus clientes, conforme o documento.

Assim, a operadora apela às autoridades que têm o dever do cumprimento escrupuloso da lei que façam valer as leis do país e o próprio princípio de desenvolvimento da economia digital, e que permitam o acesso às estações de cabos submarinos.

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