Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente garante estarem criadas condições para um “grave acidente” com navio Chiquinho

9/07/2020 00:31 - Modificado em 9/07/2020 00:31

O Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente (MDSV) garantiu esta quarta-feira que estão criadas as condições para um “grave acidente” com o navio Chiquinho BL, que opera na linha marítima São Vicente/Santo Antão.

O MDSV assegurou que o navio Chiquinho BL, certificado para ligar as ilhas de São Vicente e Santo Antão levanta “muitas interrogações sobre as condições de segurança, dada as suas caraterísticas estruturais para operar num canal de fortes ondulações, principalmente por causa da rampa deslizante da proa”.

Num comunicado da conferência de imprensa dada esta quarta-feira, o movimento alerta estão “criadas as condições para um grave acidente nesse canal e pior ainda, quando os meios de salvamento são escassos”, assegurou, adiantando que contactaram várias pessoas, inclusive comandantes da marinha mercante, e pelas informações recolhidas concluíram que do ponto de vista da salvaguarda de vidas humanas, o barco “não está apto para o serviço a que se destina e para quem estava habituado ao navio Mar d’Canal e ao navio Inter-llhas”.

Deste modo, segundo o documento, assinado pelo membro Maurino Delgado, representa um “claro retrocesso nas condições de viagem nesse canal; vai estrangular a economia de São Vicente e Santo Antão com grande prejuízo para Santo Antão”. Esta fonte coloca ainda em causa a fiabilidade do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), que, a seu ver, “não é uma instituição confiável tendo em conta todo o historial passado”.

Maurino Delgado explicou a sua posição com a Convenção Solas, que é um tratado internacional para a salvaguarda de vidas humanas no mar e de que Cabo Verde faz parte, mas, que, defendeu, não foi respeitada na licença atribuída ao Chiquinho BL.

Nisto, relembrou o passado com o navio Pentalina, que tinha uma rampa na proa e outra na popa e não foi autorizado a navegar pela então Agência Marítima e Portuária (AMP), devido a essa condição.

“E agora a mesma instituição autoriza o ‘Chiquinho’ a operar com uma rampa deslizante na proa o que vai contra as recomendações da Convenção Solas em matéria de segurança. O mesmo peso, duas medidas”, afiançou.

Para constar o ativista relembrou ainda acidentes marítimos em Cabo Vede, como o do navio Vicente, que se afundou em Janeiro de 2015 no porto Vale dos Cavaleiros, no Fogo, e ainda outro caso internacional do Ferry Boat Estónia, em 1994, cujo naufrágio foi causado por uma porta da proa do navio que se soltou.

“O navio Chiquinho está sujeito a ter um acidente da mesma natureza que o Estónia por causa da rampa da proa. A proa do navio é a zona de grande impacto da força das ondas. O choque permanente e constante das ondas do mar, o desgaste e a fadiga do material podem fazer soltar a rampa.  É o risco natural que o navio Chiquinho corre”, alertou.

Por todos esses fatos o movimento reiterou estar “preocupado” com a segurança do navio nesse canal e “pede aos presidentes das câmaras municipais de São Vicente e Santo Antão, aos deputados e ao povo das duas Ilhas para agirem para que o ‘Chiquinho’ seja substituído por um navio seguro e confortável”.

  1. Joao Dias

    Mas afinal, algo tao logico, o que andaram essas pessoas a estudar? Como passaram no curso para decidirem tal barbaridade?!!
    Ja vi este filme, ate eu que nada entendo disto, ao ler este artigo e relacionando com a semelhança do outro navio que teve o mesmo acidente, ate um aluno do Liceu chega a mesma conclusão.
    Sera que os negocios estao a criar pessoas perigosas para a sociedade (o povo)?
    Ha meses que venho ouvindo reclamacoes sobre este navio, imagina, ate de pessoas que nem escolaridade te reclamando algo tao basico qye veio aqui alguem dentro do assunto colocar os pontos nos “is”
    Onde vamos parar? Sera que as pessoas estao ficando malucas ou possuidas por algum demonio? INCRIVEL!!! Tanta maldade!!!

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