Olavo Correia: “O contexto é de menos rendimento, menos dinheiro, menos liquidez, mais pobreza e mais desemprego”

6/07/2020 22:56 - Modificado em 6/07/2020 22:56
| Comentários fechados em Olavo Correia: “O contexto é de menos rendimento, menos dinheiro, menos liquidez, mais pobreza e mais desemprego”

O ministro das Finanças, Olavo Correia que afirmou que “tudo aquilo que for necessário cortar, vão ser cortados e congelados”.

Isso, tendo em conta o impacto da COVID-19, ao nível das despesas, que segundo Olavo Correia, obrigou a uma recentragem das prioridades, levando a um aumento da despesa pública, em contrapartida do endividamento e de donativos, mas também de inscrição de projetos emergenciais.

“O aumento das despesas no setor da Saúde, ao nível da proteção dos rendimentos e da proteção das empresas, vai fazer aumentar de forma exponencial as despesas globais do Orçamento do Estado”, acrescenta o vice-primeiro-ministro.

Segundo este governante, para financiar essas despesas vai ser, primeiro, “através de poupanças orçamentais, mas que são limitadíssimas, porque mais de 80% do Orçamento do Estado de Cabo Verde são as “Despesas Obrigatórias”, nomeadamente os salários, os juros, as transferências para as câmaras municipais e as transferências sociais. Pelo que, a margem de ajustamento é mínima”.

Neste sentido, explica “o que vai servir para financiar o OE deste ano 2020 e de 2021 é a dívida pública, quer na vertente interna como na vertente externa”.

E considerando que o país está numa recessão económica, em consequência da pandemia, com todas as restrições inerentes, o contexto, concretizou, “é de menos rendimento, menos dinheiro, menos liquidez, menos despesa, de mais sofrimento, mais pobreza e mais desemprego”.

Nesta linha, refere que o Orçamento Retificativo 2020, face ao aumento das despesas, propõe cortes ou adiamento de projetos, inicialmente previstos no OE, tais como, a redução em 70% das verbas para Deslocação e Estadia (D&E e Despesa de Representação), no montante total de 2.128 milhões de CVE; Redução da atividade de alguns serviços públicos: 50% no saldo remanescente de despesa em gratificações eventuais; 50% no saldo remanescente de despesa com horas extras; 100% dos processos de recrutamento; 70% de despesas com formação.

“O mesmo se aplica aos processos de promoções e de reclassificações que serão congelados. Recrutamentos e outras despesas de funcionamento que não sejam de caracter obrigatório, a cuja execução não se materializará, tendo em conta a restrição na realização de algumas atividades, face ao contexto atual.”

Portanto, garante que “tudo aquilo que for necessário cortar, vão ser cortados e congelados. O que é um princípio normal em contextos adversos”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.