Tufas, Princesa Crioula – “aprendendo as palavras mágicas” em Braille para levar a “experiência da leitura de um livro infantil às crianças invisuais”

3/07/2020 00:22 - Modificado em 3/07/2020 00:22
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A obra foi apresentada nesta quarta-feira, 01 julho, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV), no âmbito da celebração do dia Mundial da Biblioteca,

O livro infantil “Tufas, Princesa Crioula – aprendendo as palavras mágicas” foi adaptado para Braille, de forma a dar às crianças com deficiência visual a oportunidade de conhecer a história que nestas páginas é contada.

Esta adaptação, segundo o autor da obra, Dai Varela, a versão braille partiu de um convite da Biblioteca Nacional, numa iniciativa da Associação dos Deficientes Visuais – ADEVIC, e é algo que “me deixa muito honroso”.

Conforme explicou, o grande objetivo é levar a experiência da leitura de um livro infantil para as crianças invisuais, proporcionando outras leituras a crianças com deficiências específicas, neste caso na visão, tornando o contacto com a leitura um acto inclusivo.

Cumprindo o seu papel, como autor, além de promover o livro, Varela explica que a versão Braille de “Tufas, Princesa Crioula – aprendendo as palavras mágicas” não está à venda e a maior parte da produção foi oferecida à biblioteca da ADEVIC pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

E tendo a atenção a um outro público-alvo, informou que a reação a esta versão braille foi muito boa e por isso, espera que as crianças invisuais, também venham a gostar das estórias da Tufas, Princesa Crioula.

A oferta de livros em braille no mundo ainda é muito pequena frente a quantidade de títulos lançados. Questionado sobre a realidade de Cabo Verde, Dai Varela avança que no país existem muitas crianças com deficiências, muitas invisuais, contudo, poucas delas sabem ler pelo processo Braille, o que limita a distribuição, refere o autor.

“Tufas, Princesa Crioula – aprendendo as palavras mágicas” é apenas o segundo livro em Braille em Cabo Verde, sendo que a estreia foi com o áudio-livro “A sereia Mánina e seus sapatos vermelhos”, de Celina Pereira.

Portanto, considera que este é um caminho que ainda tem de se percorrer. “Tendo em conta a questão do domínio da leitura através do processo Braille, uma alternativa viável poderá ser a inclusão do áudio-livro juntamente com o formato papel para um maior alcance”, justifica.

Neste sentido, ajuntou que havendo outros convites “estarei aberto a colaborar, em nome das nossas crianças e da inclusão e da divulgação da literatura para a infância”.

Ainda conforme a Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV), a ideia é continuar com esse processo de adaptação com mais obras infanto-juvenis para que mais pessoas com dificuldades de visão tenham acesso à leitura.

Esse processo ainda dá cumprimento ao decreto legislativo 2/2017, que altera o decreto legislativo 1/2009, de 27 de abril, que aprova a Lei dos Direitos de Autor, artigo 64º sobre utilizações para o benefício de pessoas portadoras de deficiência.

Elvis Carvalho

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