S. Vicente: Rotundas em Fonte Meio e Praça Estrela dividem opiniões – c/vídeo

1/07/2020 23:46 - Modificado em 1/07/2020 23:46

Depois de iniciado a construção das rotundas em Fonte Meio (Madeiralzinho) e na Praça Estrela, e ainda a CMSV ter anunciado, a construção de mais uma, perto do ISECMAR, as opiniões dos sanvicentinos entrevistados dividem-se.

Se por um lado são muitos os que concordam com as rotundas como solução eficaz à gestão da circulação, por outro existe uma maioria que criticam a forma como as obras, sobretudo as rotundas próximas da Praça Estrela e em Fonte Meio, estão a ser executadas.

Alguns defendem investir em semáforos, para gerir o trânsito outros defendem que as rotunda são a melhor opção.

Segundo o taxista Gerson Gomes, a rotunda em Fonte Meio não justifica a sua construção. Defende que neste local, “bastava um bom traçado com sinalizações bem clara quer horizontal, quer vertical”. Pois quem se desloca na direção das clinicas tem que fazer a rotunda para subir a estrada de Cruz João Évora.

Quem também é da mesma opinião, Jorge Brito, outro condutor entrevistado, que considera que não se justifica uma rotunda ali. “Já existe uma entre as duas clínicas e outra rotunda num espaço, de menos de cem metros, em vez de criar fluidez ao trânsito pode complicar. Mas estes tipos de planos urbanísticos, não são socializados e logo, os condutores é que terão que se desenvincilhar na estrada”, critica.

Para o condutor de camião Celso Fortes, algumas dessas obras ficam bem e disciplinam o trânsito, mas defende que devem ser feitas, onde exista espaço. “Aqui na Praça Estrela tem pouco espaço e esta rotunda tem criado vários constrangimentos para viaturas longas. Somos obrigados a fazer duas manobras para passar e neste tempo, o trânsito fica congestionado, devido a falta de espaço no local”.

Para um instrutor de condução ouvido por este online, há um erro, a inserção dos veículos no anel, sobretudo os que circulam no sentido Clínicas – Cruz que entram e não tomam a direita logo, quem segue em frente ou quem vira à esquerda tem de entrar na rotunda e entram com o ângulo menos apropriado e é notório, na generalidade dos veículos, mas os pesados longos ainda vão ter mais dificuldade”, explica.

Em relação à sinalização, diz que deve ser colocado um sinal de aproximação de rotunda, entre 150m e 300m da rotunda, com destaque na descida de Cruz.

Deve ser colocado o mais próximo possível da rotunda, por forma a ser facilmente visível pelos condutores que se aproximam da mesma, o sinal de Cedência de passagem na proximidade imediata da rotunda. Isto é, na posição correspondente ao local onde os condutores devem parar e aguardar a passagem dos outros veículos.

Hamilton e Benvindo dois condutores de Hiaces apontam que “não foram feitas estudos para proceder com estas alterações”, no entanto, Benvindo defende que a Rotunda de Fonte, esta ainda “vai”, mas a da Praça de Estrela ficou complicado para viaturas grandes, como camiões e atrelados e que tem causado congestionamento no local.

Ainda fazem menção sobre a construção da Rotunda em Chã de Marinha, que conforme apontam, vai ser um “grande erro a sua construção, se não for estudado previamente a movimentação do tráfego no local, o que pode vir a causar mais acidentes, principalmente por parte das viaturas que vem em velocidade no sentido Calhau-Cidade.

Como nem tudo é mau, muitos também defendem a construção destas obras, alegando serem a favor da rotunda em Fonte Meio, “porque o trânsito nesse ponto tende a ser intenso sobretudo em hora de ponta, com fluxos bastantes de veículos e peões e é uma artéria que liga as zonas de Cruz João Évora e Madeiralzinho com o Centro da Cidade. Pois garante maior fluidez do trânsito”.

Sobre outras obras feitas, os condutores são unanimes em afirmar que as obras feitas nos passeios “estão a transformar as estradas mais estreitas e criam muito condicionamento no trânsito. E a título de exemplo fazem referencia à criação de espaços para estacionamento, no outro lado da Praça Estrela, sentido mercado de peixe.

Outra questão levantada são as sinalizações, feitas em linha transversal continua complementada, deve ser usada com o símbolo STOP , só é imposta por sinalização vertical, por exemplo na Praça ao lado do Tribunal, para regular o trânsito melhor nesta área, e que tem criado uma certa confusão.

De referir que o sinal de STOP no pavimento sem o sinal vertical não tem nenhum efeito, pelo que quem sai desta via tem prioridade sobre quem vem do Tribunal pois prevalece a regra da direita.

EC

  1. Paulo M.

    A rotunda na Praça Estrela não ficou má de todo. Disciplina o trânsito de veículos ligeiros, sem pôr em causa o trânsito de veículos pesados, que podem galgar a rotunda, ou seja, em caso de necessidade e segurança, o pesado seguirá em linha reta (sentido posto de combustível da Enacol, para Mercado de Peixe) passando, parcialmente (galgar), em cima da rotunda. A rotunda é que deve ter altura adequada, na parte galgável, por forma a não comprometer a segurança de um veículo pesado.

    A rotunda em Fonte Meio complica o trânsito, mais do que facilita. Pior ainda, para um veículo pesado, no sentido cais-Cruz. Para agravar tem a saída de um posto de combustível desembocando dentro da área da rotunda. E quem desce de Cruz não encontra nenhuma rotunda, porque a mesma não faz intersecção com essa via.

    A rotunda prevista em Ribeira de Julião, no largo do ISECMAR, se bem construída, será muito bem-vinda, organizando e disciplinando o trânsito, que a cada ano fica mais intenso tendo em conta o crescimento de Chã de Marinha, Ribeira de Julião e toda a extensão da estrada até Calhau. Quanto aos veículos que vêm do Calhau, em primeiro lugar não deveriam estar a alta velocidade, porquanto a velocidade máxima nessa estrada são 90 km/h; Segundo, ao aproximarem da rotunda (a ser construída) no ISECMAR deverão diminuir a velocidade, porque estarão entrando dentro de Localidade, onde a velocidade máxima é de 50 km/h.

    Quando ao STOP no pavimento, na foto, perto do Tribunal (bem como, outros espalhados pela cidade) não passam de poluição visual e gasto de tinta pela CMSV, porque, acredito, que eles devem saber que sem a sinalização vertical, o que está escrito no chão não tem validade. Em termos de segurança causa transtornos ao trânsito, porque os condutores ficam hesitantes, em relação a ordem de passagem.

    Em relação a via que vai de Rua de Côco à Rua de Praia poderia ser convertido num pedonal, com trânsito limitado e permitido somente para descarga/carga.

    Finalizando, onde construíram as duas rotundas (Praça Estrela e Fonte Meio), entre outras artérias da cidade, melhor seria adoptarem um sistema de semáforo que Mindelo já precisa e merece. A CMSV precisa começar a pensar em grande, em vez, de ficar a fazer trabalhos de cosmética aqui e acolá, para num futuro próximo, voltarem a gastar dinheiro com novos trabalhos de correção de vias de trânsito.

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