Mindelenses “satisfeitos e aliviados” com o anúncio do adiamento dos voos domésticos

29/06/2020 23:30 - Modificado em 29/06/2020 23:30

Após o anúncio da parte do Governo quanto ao adiamento para 15 de julho da retoma dos voos domésticos, inicialmente prevista para esta terça-feira, 30 de Junho, devido ao aumento do número de casos de covid-19 no país, os mindelenses mostram-se “satisfeitos e aliviados” com esta decisão mas defendem  que deveria ser alargada até finais de julho.

Inserido na estratégia de levantamento gradual de medidas restritivas e de distanciamento social imposta no âmbito da prevenção à pandemia do COVID 19, estavam previstas para esta terça-feira, 30, a retoma das ligações aéreas e marítimas inter-ilhas, mas que devido a situação que o país enfrenta devido ao aumento de casos de Covid-19, principalmente nas ilhas do Sal e Santiago, foi adiada para 15 de julho.

Uma medida que vem de encontro com a vontade dos mindelenses, que se mostravam “preocupados” com a retoma das ligações aéreas inter-ilhas, principalmente com a abertura das viagens com a ilha de Santiago e do Sal, que neste momento são os focos da pandemia da covid-19 no país, visto que as viagens vão ser realizadas sem a realização de testes PCR.

Este é a opinião de Manuel Dias, pois confidenciou-nos que já estava “muito preocupado” com este cenário da retoma dos voos já no início desta semana, numa altura em que o número de casos tem aumentado significativamente nestas duas ilhas. “O Governo agiu bem neste sentido, é que apesar da insegurança que sentimos neste momento de o vírus estar ou não a circular na ilha, esta medida retira um certo medo. Mas defendo que deveria ser alargada até 31 de julho” sustenta.

Por sua vez, Alberto Nascimento é de opinião que apesar de ser uma boa medida deveria ser adiada para início de Agosto, como sucede com os voos internacionais. “Se não temos condições para a realização de testes PCR, que são os mais fiáveis para detectar o vírus da covid-19, deve-se jogar pelo seguro. Estou um pouco aliviado com esta medida, porque já sentia muita insegurança e medo com esta questão de abrir voos domésticos, sobretudo com a ilha do Sal e Santiago que estão numa fase difícil da evolução do número de casos” explica.

Na mesma linha, Jorge Pires afirma que foi com alguma satisfação que recebeu esta notícia e diz que a saúde pública neste momento é o “bem maior” e que por isso, o Governo agiu bem neste sentido. O mesmo refere que, uma possível reabertura das viagens com estas ilhas, colocaria sem dúvidas todos os cidadãos das outras ilhas em risco.

De realçar que conforme as normas do Governo, na retoma das viagens inter-ilhas, não haverá a obrigatoriedade da realização de testes, mas sim a medição de temperatura e preenchimento de um formulário epidemiológico.

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