ERIS conclui que houve erro “não intencional” na abordagem do primeiro caso positivo de Covid-19 diagnosticado em São Vicente

26/06/2020 16:20 - Modificado em 26/06/2020 16:20

O inquérito levado a cabo pela Entidade Reguladora Independente de Saúde (ERIS), para apurar se houve falhas na gestão do primeiro caso de COVID-19 em São Vicente, concluiu que houve erro de diagnóstico da cidadã de nacionalidade chinesa, mas que o mesmo “não foi intencional”, tanto na MediCentro como no Hospital Baptista de Sousa.

Conforme fonte conhecedora do processo citada pela Agência Cabo-verdiana de Notícias, a Entidade Reguladora Independente de Saúde (ERIS) reconhece que, de facto, “houve uma falha não intencional no diagnóstico adequado da paciente”, que resultou “da não aplicação” daquilo que estabelece a Organização Mundial da Saúde (OMS), espelhado no Plano de Contingência Nacional e no próprio Plano do Hospital Baptista de Sousa.

Segundo documentos já citados, pelos sintomas que a doente apresentava, deveria ser considerado caso suspeito de COVID-19, entretanto, avança a mesma fonte, a ERIS argumenta que por não haver, na presente data, nenhum caso na ilha, levou a que os profissionais de saúde considerassem outros diagnósticos de pneumonia grave.

A mesma fonte realçou que o inquérito concluiu ainda que a condução deste caso “pecou na não consideração, ou consideração tardia” da hipótese de se estar perante um caso de COVID-19, facto que levou, segundo a mesma fonte, à exposição de outras pessoas, nomeadamente profissionais da Saúde.

Quanto às recomendações, refere o mesmo que a ERIS recomenda a definição de casos suspeitos respeitando os critérios da OMS, do Plano de contingência nacional ou local, assim como o uso de equipamentos de protecção individual para todos os casos suspeitos.

A ERIS recomendou ainda, a criação do protocolo de transporte seguro de paciente crítico no âmbito intra-hospitalar, inter-hospitalar e com clínicas privadas e sugeriu melhor comunicação entre profissionais e estabelecimentos de Saúde para o bem do paciente.

A paciente deste caso é uma cidadã de nacionalidade chinesa, 56 anos, casada, residente no Mindelo há cerca de 5 anos, não esteve ausente do país nos últimos tempos, não teve contacto com algum caso suspeito, apenas a filha esteve na Alemanha e regressou a Cabo Verde a 27 de Fevereiro.

Entretanto, o marido e a filha vieram ser considerados como doentes recuperados, após os exames terem revelado que tiveram contacto com o vírus.

  1. EribertoTavares

    Creio que fizeram uma auditoria aos serviçõs em vez de inquérito.
    Pela gravidade da situação deveria ser feita uma inspecção.
    Tenho dito

Os comentários estão fechados.

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