CV Handling: Onda de rescisão de contratos preocupa profissionais

26/06/2020 00:52 - Modificado em 26/06/2020 00:52
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O processo de rescisão de contratos de trabalho na CV Handling continua a decorrer e provoca no seio dos trabalhadores despedidos, e de outros que vão brevemente para casa, sentimentos de indignação.

De acordo com um grupo de trabalhadores da CV Handling, cujo contrato de trabalho, que para alguns termina no próximo mês de julho e outros, nos restantes meses, após trabalharem durante o perdido de confinamento, estão a ver os seus contatos a serem rescindidos.

É que segundo a nossa fonte, prestes a cumprir cinco anos de serviço pela empresa, cujo objeto social é a prestação de serviços de assistência de passageiros em escala à aviação comercial, foi informado pela empresa que não vão renovar o seu contrato, à semelhança de vários jovens que se encontram na mesma situação.

“Fomos informados que devido a pandemia que paralisou os aeroportos em quase todo mundo, e com isso a falta de voos, logo sem passageiros, não estão a entrar recursos financeiros, portanto não podem manter o número atual de trabalhadores”, explica a mesma fonte.

“O que nos estão a fazer é o contrário ao anúncio do governo”, sublinha a nossa fonte, que refere sobre as medidas do governo, para diminuir os efeitos da pandemia no país, que têm como principal propósito evitar o desemprego e garantir rendimentos aos trabalhadores e às famílias cabo-verdianas.

Nisso, admite que estão cientes que a empresa não está a cometer ilegalidades, conforme informações do sindicato, mas questiona o facto do governo, ao longo destes meses ter difundido estar a trabalhar junto com as empresas no sentido de defender o emprego e uma empresa do Estado estar a tomar estas medidas.

“A maior parte dos despedidos, são jovens que vão ficar no desemprego e que têm despesas para pagar, como renda de casa, família para sustentar e, alguns possuem dividas bancárias”, lamenta este jovem, que prestes a completar cinco anos na empresa, vê a sua situação piorar.

E por isso, pedem a intervenção do governo, no sentido de pôr a cobro estes despedimentos, que estão a afetar dezenas de jovens.

Um misto de “estupefação” e “revolta”, destes profissionais que em tempos de crise, que se vive atualmente em Cabo Verde, não lhes foi apresentada nenhuma solução, como trabalhar em regime de lay off que foi estendido até setembro pelo executivo.

Uma situação que, conforme o secretário permanente do SITTHUR, que havia abordado o assunto em maio, está a ser ignorada pelo governo, após a administração da CV Handling ter distribuído cartas de rescisão de contratos de trabalho de vários trabalhadores para produzirem efeitos ainda no decorrer do mês de maio.

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