Boa Vista: Alegado assassino de Marilena Corró nega a autoria do homicídio

26/06/2020 00:03 - Modificado em 26/06/2020 00:03
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Começou esta segunda-feira, no Tribunal da Comarca da Boa Vista, o julgamento de Gianfranco Coppolla e Pierre Angelo, os dois acusados do homicídio de Marilena Corró ambos de nacionalidade italiana.

A autopsia realizada pela equipa de saúde, concluiu que a morte da cidadã italiana de 52 anos, assassinada à pancada em novembro de 2019, cujo corpo foi encontrado dentro de um reservatório de água, na sua pensão na cidade de Sal Rei, mais foi causada por edema cerebral e afogamento, escreve o Boa Vista no Ar.

Marilena Corró, segundo a acusação e com base na autopsia, foi espancada e jogada no reservatório de água de cerca de dois metros de altura, ainda com vida. Foi encontrada morta no dia 26 de novembro, dentro do reservatório de água dentro da sua pensão. Durante a audiência, o arguido Pierre disse que estava a dormir e que devido aos efeitos de remédios não sentiu nada e negou todas as declarações das testemunhas.

O principal suspeito, Gianfranco Coppolla, acusado de homicídio qualificado e crime de consumo de drogas, que no primeiro interrogatório assumiu o crime, alegando que foi um acidente e que com a ajuda de Kevem jogou o corpo na água, mudou as suas declarações, sustentando que foi influenciado pelo anterior advogado, na tentativa de inocentar do seu parceiro.

Detido está também Pierangelo Zigliani, 68 anos, acusado de ajudar o suposto assassino a apagar os traços do crime.

O presumível homicida avançou que saiu com Marilena para um café, onde fizeram novos projetos para impulsionaram o funcionamento da pensão e chegaram a um acordo comercial.

 Já em casa, perceberam que mais pessoas estavam em casa, devido ao cheiro de maconha, realçando que podem ser essas pessoas os assassinos de Marilena.

 “Estava na casa de banho e ouvi os gritos, quando saí, ela estava deitada no chão a sangrar e vi Kevem a dormir e dois moços a correr com tubos nas mãos. Fiquei com medo e entrei em pânico. Sabia que a polícia, com quem tenho péssimas relações, não iria acreditar em mim e também não queria perder a gerência da pensão, porque tudo estava bem e resolvi esconder o corpo”, contou.

Durante o interrogatório, uns pedreiros que trabalhavam numa obra, na parte trás da pensão, afirmaram terem ouvido vários gritos, após a vítima e Gianfranco terem entrado no sótão.

Os agentes da polícia que se deslocaram ao local, onde supostamente um casal estaria discutindo e acabou na detenção de Gionfranco que tinha aranhões e marcas de sangue, ao que solicitaram um mandado de busca. 

“Deparamos com gotas de sangue no chão que nos conduziu até ao reservatório, onde encontramos o corpo. Havia marcas de sangue nas paredes e numa cadeira, que supostamente foi usada para jogar o corpo no reservatório e um martelo com vestígios de sangue em cima de um telhado que presumivelmente foi a arma do crime”, declararam.

 Os inspetores da Polícia Judiciária que assumiram o caso, a partir desse momento, ouvidos pelo tribunal reforçaram o cenário do crime descrito pela polícia e acrescentaram que encontraram um lençol que foi usado para limpar as marcas de sangue. Lençol este que um dos pedreiros afirmou ter visto nas mãos de Pierre.

Instrutor de kick-box, com escola em Sal-Rei, Gianfranco vive na Boa Vista há cerca de dez anos. No seu historial, segundo fontes, constam vários casos de agressão contra pessoas.

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