Chã de Alecrim: Mãe apela a não violência contra filho com problemas mentais

23/06/2020 00:12 - Modificado em 23/06/2020 00:12
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Após ter sido veiculado uma matéria no passado dia 15 do corrente pela Inforpress, que dava conta de uma denuncia de uma jovem residente na zona de Chã de Alecrim, São Vicente, sobre alegadas ameaças que tem sofrido, por parte de três indivíduos da mesma zona, este online conversou com a mãe de um destes indivíduos, identificado como Paulo Sérgio.

Segundo esta, a notícia divulgada pela agência noticiosa nacional, dá conta que este jovem e mais dois tem causado vários problemas na referida zona, com reiteradas ameaças de violência na pessoa de diversas mulheres.

Apesar da matéria dar conta que Paulo Sérgio sofre de esquizofrenia, a mãe deste, Iolanda Andrade, diz que o filho está sendo acompanhado há mais de três anos, por um psiquiatra do Hospital Baptista de Sousa, mas este nunca deu “nenhum diagnóstico conclusivo”, sobre o estado de saúde mental do filho, afirmando que ao longo destes anos o filho, já fez várias consultas, e não tem sido fácil esta situação”.

Com 32 anos, Paulo Sérgio é, conforme a mãe, um individuo que, após o regresso do serviço militar, tem vindo a ter a sua saúde mental deteriorada e não entende o que tem vindo a acontecer. “Ele não fala. Acredito que tem algo que o incomoda, mas não se abre”, esclarece.

No entanto, emocionada, conta a este online, que já não sabe o que fazer e pede às pessoas que têm sido ameaçadas, desculpas em nome do filho que antes destes episódios, sempre fora um jovem educado e que se dava bem com todos.

Iolanda Andrade, cheia de mágoa, recorda que devido a estes episódios, já houve ameaças de o agredirem. No entanto diz que entende a situação destas pessoas, que podem apenas vir a se defender, caso algo venha a acontecer.

Mesmo assim, apela a população para que a ajude com o filho e a não o agredir. “Já o agrediram uma vez à paulada. Como tem este problema, já sabem que tem surtos de violência, também inventam muitas coisas para dizer dele”, sublinha esta mãe.

Nesta sequência, diz que quando começou com esta mudança de comportamento, foi levado a um psicólogo, que com o tempo o encaminhou para um psiquiatra. Com o tempo as coisas pioraram e já esteve internado. Mas neste momento a mãe diz que não sabe o que mais pode fazer.

Sofrida com esta situação, diz-nos que já recebeu várias queixas. “Cobram-nos a toda a hora. Mas não sabem qual é o sofrimento de uma mãe ver um filho neste estado, a mercê de agredir alguém ou ser agredido”, desabafa.

Para já, diz que a única solução que tem funcionado, quando tem comportamentos agressivos e incomuns, a própria família chama a polícia que o leva para o HBS, onde costuma ser medicado, normalmente recebe uma injeção e se acalma, mas passado poucos dias, volta ao que era.

O irmão, José Luís Miranda, vai um pouco mais longe, e critica os profissionais de saúde que acompanharam o irmão e o acompanham. “Esta situação coloca toda a família em choque. E apesar de tudo isso, houve uma médica que disse numa altura, que se houvesse este tipo de situação, surtos de violência, que deveria ser detido pela polícia, porque não tem nenhum problema mental”.

No entanto, regista que toda a vez que o irmão é levado pela polícia ao hospital, dão-lhe remédios ou uma injeção, “que ajudam a controlar os surtos psicóticos”.

 EC

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