Especialistas alertam que puxar a máscara para o queixo é arriscado e eleva risco de contágio da covid-19

18/06/2020 00:43 - Modificado em 18/06/2020 00:43
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Na sequência das orientações de que a população deve usar obrigatoriamente as máscaras protetoras em locais públicos e privados, como temos vindo a constatar no nosso país muitos usam-nas de forma incorreta, o que segundo especialistas poderá transformá-lo em foco de contágio em vez de proteção.

Em Cabo Verde, assim como em outros países, o uso de máscaras protetoras tornou-se obrigatório como meio do combate a pandemia da covid-19. Como podemos constatar, muitas pessoas que não tinham o hábito de usar estas máscaras estão se acostumando e este hábito mas, está sendo marcado por inúmeros erros.

Neste aspeto, um dos erros mais comum de se ver no nosso país, é que muitas pessoas puxam a máscara para o queixo, fazendo com que ela descubra o nariz e a boca. Esta postura, que muitas pessoas insistem em adoptar, segundo especialistas perde a sua eficácia. Estes apontam que a partir do momento que se toca na máscara tem que ser substituída por outra, visto que o tecido ao ser tocado perde a sua barreira protetora o que deixa o usuário exposto a contaminação.

Para além disso, apontam que a máscara “filtra” um pouco de bactérias e vírus que estão no ar, e que ficam na parte externa do tecido, pelo que ao puxar a máscara para o queixo, existe o risco de contacto entre o exterior dela e o rosto, possibilitando assim o contágio.

Os mesmos alertam que ao puxar a máscara para o queixo, o nariz e a boca ficam descobertos, fazendo com que a máscara perca a sua utilidade. “Se a pessoa tossir neste momento e tiver o vírus no organismo, eles são liberados no ambiente, e em uma simples conversa próxima com uma pessoa infetada, pode contrair o vírus” acrescentam.

Em Cabo Verde o decreto-lei promulgado pelo Presidente da República, a lei do uso obrigatório de máscaras de proteção entrou em vigor no passado dia 25 de maio, como medida complementar para limitar a transmissão do Sars-Cov 2 (covid-19) na comunidade, bem como outras medidas de higienização e prevenção do contágio e de vigilância sanitária, em decorrência do princípio da precaução em saúde pública.

O incumprimento das regras sobre a obrigatoriedade das máscaras de proteção pode custar às empresas coimas entre os 15.000 e os 500.000 escudos, bem como a suspensão da atividade, encerramento ou cancelamento da licença.

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