Empresas do setor turístico com lay-off prolongado além dos três meses

16/06/2020 23:29 - Modificado em 16/06/2020 23:29
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As empresas que foram obrigadas a encerrar devido ao estado de emergência em Cabo Verde vão poder prolongar o lay-off, para além dos três meses, além de 30 de junho.

Por outro lado, o estado cabo-verdiano já gastou quase três milhões de euros em abril e maio com o lay-off de 12.318 trabalhadores do setor privado, devido à pandemia de covid-19, indicam dados do Governo. O Instituto Nacional de Previdência Social pagou nos meses de abril e maio mais de 318 milhões de escudos (2,8 milhões de euros) ao abrigo da suspensão temporária do contrato de trabalho.

Implementado pelo governo para mitigar os efeitos económicos da pandemia de covid-19, a medida de proteção ao emprego vai continuar para as empresas mais impactadas pela pandemia de covid-19, como é o caso do setor turístico.

O vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, assegura que os  resultados desta medida “são altamente positivos”.

O lay-off que é uma medida que tem como objetivo fazer com que empresas em determinadas situações possam reduzir o horário de trabalho ou suspender os contratos de trabalho, por forma a preservar o emprego, entrou em vigor em 01 de abril, por um período de três meses (até final de junho), abrangendo as empresas que alegarem ser afetadas na sua atividade pela crise provocada pela pandemia, segundo o Governo.

Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, numa mensagem, mostra-se ciente das dificuldades e considera que se as medidas não forem alargadas no prazo, corre-se o risco de muitas empresas fecharem as portas e levar ao desemprego em massa em Cabo Verde”.

Por isso, diz que o Governo está a trabalhar no sentido de se alargar este mecanismo para além do dia 30 de junho, como previamente estipulado, afirmou Olavo Correia.

Posto isso, sustentou “que as empresas mais impactadas vão contar com o apoio do Governo para que possamos proteger as pessoas, particularmente os rendimentos, através de mecanismos que possam evitar o desemprego e, particularmente, o desemprego em massa”.

“Há aquelas que atuam em determinados setores, nomeadamente do Turismo, que ainda vão continuar a ser altamente impactadas e essas empresas devem e podem continuar a contar com todo o apoio do Estado de Cabo Verde”, justificou.

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