ICIEG: “As mulheres ficaram de fora” quanto a cabeças-de-lista às eleições para as câmaras municipais

14/06/2020 14:48 - Modificado em 14/06/2020 14:48
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A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Genro (ICIEG), Rosana Almeida, mostra-se “insatisfeita” com sinal político dado pelo MPD, pela lista de 22 candidatos às autárquicas não constar nenhuma candidata.

Em comunicado divulgado na internet, Rosana Almeida, apela ao respeito pelo espírito da Lei da Paridade e correção de “desequilíbrios de género” na política em Cabo Verde, visto que na lista de 22 candidatos apresentados para concorrer à presidência das câmaras municipais do país, não consta o nome de nenhuma mulher.

“Cabo Verde teve até hoje apenas cinco mulheres na liderança das câmaras municipais. Cenário que o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género esperava ver contornado nas próximas eleições autárquicas, tendo em conta o compromisso assumido publicamente, pelos partidos políticos cabo-verdianos que votaram de foram expressivas a Lei da Paridade a 31 de outubro de 2019” eclarece.

Rossana Almeida realça que a luta despoletada em finais do ano passado foi no sentido de correção dos desequilíbrios de género, para garantir igualdade de acesso e de oportunidade entre homens e mulheres deste arquipélago “que sempre caminharam lado a lado na construção de um Cabo Verde mais justo e democrático”.

“O lema escolhido pelo ICIEG para a campanha até a Paridade foi precisamente “A hora é agora” a pensar nos próximos pleitos eleitorais. É hora de Cabo Verde promover maior justiça social e reverter o desequilíbrio gritante de acesso a cargos de decisão por parte de mulheres” esclarece.

A presidente do ICIEG refere que gostaria de ver refletido nas listas o espírito de igualdade “tantas vezes referido” aquando do debate da lei “para além de se fazer jus aos compromissos assumidos ao mais alto nível partidário e que vai no sentido de fazer da democracia nacional uma “referência mundial a nível de igualdade”. Nesta senda, aclara que as mudanças se fazem com atitudes e comportamentos e o não posicionamento das mulheres como cabeças de lista para as autarquias revela-se um “mau sinal”.

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