Máscaras cirúrgicas sobem de 15 para 105 escudos – UCID acusa EMPROFAC de aproveitar a pandemia para fazer negócio

9/06/2020 14:53 - Modificado em 9/06/2020 16:14
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“Máscaras cirúrgicas descartáveis tiveram um aumento de preço de 700%”, calcula a UCID. Antes custavam 15 escudos e atualmente custam à volta de 105 escudos. “Um aumento exorbitante numa população frágil em termos económicos”.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) diz que vai abordar o Ministro da Saúde esta semana, na primeira plenária de junho, sobre o aumento abusivo do preço das máscaras de proteção individual, pela Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (EMPROFAC), em razão do novo coronavírus.

A posição do partido foi expressa esta terça-feira, em conferência de imprensa, sobre o balanço das jornadas parlamentares e a antevisão da primeira sessão deste mês, através do deputado João Santos Luís.

Para este deputado nacional, é preocupante que uma empresa como a EMPROFAC, esteja a impor preços excessivos, a um bem que neste momento é considerado de saúde pública. “A Emprofac quer ter o monopólio da venda das máscaras, intrometendo-se sistematicamente no aumento dos preços de produtos essências para saúde pública, em vez de deixar a Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), fazer o seu trabalho”, denuncia.

A UCID acredita que a EMPROFAC está a usar esta pandemia para fazer negócios referindo ainda, sobre a venda das máscaras artesanais, que considera pouco razoável que uma empresa, como a de produtos farmacêuticos do país, “compre uma máscara por 170 escudos num atelier e a venda 230 escudos”. “Não faz sentido”, atira João Santos Luís.

Para já, acredita que a Emprofac devia, como empresa nacional, promover e criar condições para que as fábricas e ateliers, possam além de fazer, comercializar eles mesmas o produto.

Salienta ainda, que esta prática de fazer negócios à custa desta pandemia está a prejudicar a população cabo-verdiana. E desafia a ERIS a atuar neste sentido.

Ainda sobre o Covid-19 mostra-se preocupado com as pessoas a continuarem a viajar da ilha do Sal e Boa Vista, sem fazer os testes na origem, o que coloca em causa o protocolo sanitário em que os passageiros deveriam realizar os testes antes de viajarem.

E solicita testes rápidos em todas as ilhas.

Ainda na saúde, o deputado da UCID faz referência à transferência das verbas do INPS para hospital, que consideram insuficiente, tendo implicações diretas nas definições das prioridades dos exames internos e externos dos pacientes que precisam deles.

“INPS insiste em não fazer acordos com as clínicas privadas para os beneficiários do INPS, permitindo que estes sejam injuriados nos hospitais e não poderem fazer os seus exames e diagnósticos onde efetivamente querem”.

Destaca ainda a reabilitação do HBS, com as enfermarias a precisarem urgentemente de melhorias.

Outras preocupações

Sobre outras preocupações, diz que os problemas encontrados merecem uma atenção especial do governo e dos poderes locais, nomeadamente a falta de água para agricultura e criação de gado, principalmente na zona norte e leste da ilha as pessoas esperam uma solução definitiva para a resolução dos problemas. A falta de emprego para os jovens e menos jovens e falta de sinal da RTC, o que dificulta o acesso à informação, pagando por esse serviço. Salienta ainda o caso dos trabalhadores do MDR que não ganham o salário mínimo e não estão inscritos no INPS.

Na ilha de São Vicente

Constata a falta de emprego, pois durante a pandemia muitas pessoas ficaram sem emprego, a problemática transporte de mercadorias que existe ainda. Estrada de acesso a Ribeira Vinha e a Lixeira Municipal continuam ainda na mesma.

EC

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