Covid-19: Praias podem voltar a ser interditadas caso não se cumpram as regras de restrição

2/06/2020 14:46 - Modificado em 2/06/2020 16:08
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Esta pode ser a resposta o Instituto Marítimo e Portuário (IMP), que reitera a necessidade do cumprimento das restrições de acesso às zonas marítimas balneares, que segundo o Instituto “irão perdurar o tempo que for necessário para permitir a convivência com o vírus em condições de risco mais reduzido”.

Segundo a presidente do conselho diretivo do IMP, Joana Helena Carvalho, tem-se reparado na falta de cumprimento dos frequentadores das zonas marítimas, nomeadamente da Praia da Laginha.

“Embora a Polícia Marítima e demais entidades fiscalizadoras tenham pedagogicamente alertado a população sobre a necessidade do cumprimento das novas regras de frequência das zonas marítimas balneares”, explica Joana Helena Carvalho.

E alerta a população a cumprir as medidas em todas a ilhas e aponta a ilha de São Vicente, como a ilha onde mais se tem registado o incumprimento das medidas, principalmente nas praias da Baía das Gatas e da Laginha “onde tem ocorrido com maior frequência este tipo de comportamento” de todo desaconselhável.

“Não é uma ameaça” justifica Joana Carvalho, alegando que estão a tentar “incutir a consciência nas pessoas cujos comportamentos podem afectar a vida de outros”. Esta  assegura que a consciencialização tem sido feito de diversas formas, quer nas redes sociais, em baneres e outdoors (estes a serem produzidos) entre outros” e acredita que as pessoas devem ter a preocupação do que podem e devem fazer.

Sendo praia um local de lazer, não faz sentido ter polícias e militares no local, durante todo o horário de funcionamento e as autoridades, garante que estão as fazer um “bom trabalho de fiscalização”.

Diz ainda que as câmaras municipais têm garantido a segurança e a polícia garante a fiscalização.

Por seu lado, o delegado de Saúde de São Vicente considera que é preciso as pessoas entenderem e adotarem o distanciamento físico nos locais públicos, incluindo as zonas balneares, mesmo que sejam pessoas que vivem numa mesma casa, e lembra que o vírus é um perigo invisível e que muitas pessoas apresenta um quadro assintomático, pelo que ninguém sabe quem pode ou não estar infectado e consequentemente infetar outras pessoas, levando a mais infeções e, no seguimento, mais mortes.

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