Assalto à CECV: O uso de máscara e capacete facilitaram o assalto e dificultam a identificação

29/05/2020 00:14 - Modificado em 29/05/2020 00:14

A Policia Judiciária confirmou que, até ao momento, não identificou ninguém como autor do assalto a mão armada à agência da Caixa Económica de Cabo Verde, em Fonte Cónego, no Mindelo, ocorrido ontem. A PJ está a fazer o trabalho de terreno, interrogando as pessoas que estavam dentro da agência e possíveis testemunhas oculares que possam ter visto o assaltante e a mota na rua.

A identificação da mota poderia ser um ponto de partida importante para se chegar ao assaltante. Mas a PJ sabe da dificuldade em encontrar motas que participaram em crimes. Basta relembrar que a mota que serviu para o assaltante do supermercado Fragata na Praça D. Luís  fugir com 700 contos, num assalto ocorrido em 2017, nunca foi encontrada. Também as motas usadas em atentados tanto no Mindelo como na Praia nunca foram localizadas. Isto porque uma mota pode ser facilmente escondida ou desmontada.

Quanto a identificação do suspeito, tudo indica que a obrigatoriedade do uso de máscaras nos espaços fechados foi aproveitado pelo assaltante e  torna “quase impossível  a sua identificação através das câmeras de video vigilância da agência bancária, visto que também usou um capacete  de motociclista”. A mesma estratégia usada pelo assaltante do supermercado Fragata em 2017.

Fonte da investigação garante que pelos dados disponíveis “houve uma planificação cuidada e não alguém que num impulso decidiu entrar no banco e efetuar o assalto”. O facto de ter feito os disparos de intimidação mostra que o assaltante ia preparado “para tudo”.

A CECV ainda não revelou o montante roubado, mas informações não confirmados falam em “cerca de mil contos”. O que leva a questionar como é que um pequena agência bancária, logo na hora da abertura, tem “à mão de semear” tal quantia em dinheiro. E se isso seria ou não do conhecimento do assaltante.

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