Jorge Barreto: “O resultado negativo no teste rápido não quer dizer que a pessoa está livre da infeção ou protegida”

27/05/2020 23:46 - Modificado em 27/05/2020 23:46

O Diretor dos Serviços de Prevenção e Controlo de Doença, Jorge Barreto, afirmou hoje que as pessoas que testarem negativo no teste rápido, não quer dizer que estão imunes de contrair a doença, pelo que insta as pessoas a continuarem a seguir as medidas de prevenção.

“Se o resultado do teste rápido de pesquisa de anticorpos der negativo não quer dizer que a pessoa está livre da infeção ou protegida. O teste rápido permite-nos saber apenas se a pessoa teve, até aquele momento, contacto com o vírus. Portanto, as pessoas devem manter as medidas de prevenção, porque não sabemos se ela poderá estar no início da infeção, ou se poderá ser uma infeção assintomática” explicou Jorge Barreto.

Até ao momento, conforme o médico infeciologista, foram realizados um total 1.983 testes rápidos em alguns bairros da cidade da Praia, das quais 32 testaram positivo para a pesquisa de anticorpos, sendo que foram recolhidas amostras para a realização do teste de PCR recomendado pela OMS.

Questionado se os resultados positivos dos testes rápidos obtidos na capital serão contados como casos positivos no país, seguindo a lógica do que foi feito em São Vicente, Jorge Barreto, vincou que são duas situações diferentes. “Em São Vicente foi numa investigação específica, porque o teste rápido foi aplicado para se saber a origem do vírus na ilha. Aqui na cidade da Praia é de rastreio do vírus, para se saber até que ponto a população teve contato com o vírus” esclareceu.

De acordo com a mesma fonte, nas últimas 24 horas a investigação epidemiológica do Ministério da Saúde detetou quatro casos suspeitos, todos da cidade da Praia.

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