Ribeira Grande: Pessoas estão a cumprir com o uso de máscaras, mas nota-se algum mau uso

25/05/2020 23:10 - Modificado em 25/05/2020 23:10

Numa ronda feita pelas principais artérias da cidade da Ribeira Grande de Santo Antão, o NN notou que no decorrer do primeiro dia da entrada em vigor do decreto-lei que regulamenta a utilização das máscaras de proteção e de outras medidas de higienização para a prevenção da covid-19, houve um cumprimento quase generalizado por parte das pessoas, mas devido a falta de informações sobre a forma correta de uso, deparamo-nos com algumas pessoas a usarem-nas de forma incorreta.

Como medida complementar para limitar a transmissão do Sars-Cov2 na comunidade, bem como outras medidas de higienização e prevenção do contágio e de vigilância sanitária, em decorrência do princípio da precaução em saúde pública, o decreto-lei promulgado pelo Presidente da República, prevê regras de utilização de máscaras de proteção, tais como a obrigatoriedade do seu uso aos trabalhadores dos sectores público e privado, cujas funções implicam um contacto direto com o público, bem como aos utentes e clientes desses serviços.

Nisto notamos que a medida que entrou hoje em vigor está a ser cumprida escrupulosamente na cidade da Ribeira Grande, onde diariamente muitas pessoas procuram os serviços bancários, correios, estruturas de saúde, estabelecimentos comerciais, entre outros.

Porém mesmo com o cumprimento generalizado do decreto-lei, notamos que muitas pessoas estão a usar de forma incorreta as máscaras, apontando a falta de informações por detrás do mau uso, o que segundo alguns especialistas de saúde podem trazer outros problemas para a saúde.

Em muitos casos devido ao calor intenso que por estes dias se faz sentir, muitas pessoas saem dos estabelecimentos e não tendo outra opção, ao facto de estarem ainda em fase de adaptação, retiram as máscaras para poder respirar melhor, e nisto acontecem algumas irregularidades que podem pôr em causa a saúde dessas pessoas.

“Sinceramente não sei como usar a máscara. Retirei da cara sem ter os devidos cuidados, porque não tenho álcool gel ou nenhum outro desinfetante. Estou ainda em fase de adaptação e com este calor fica pior, por isso sei que poderá haver falhas que podem ser graves para a minha saúde. Falta mais um pouco de informações das autoridades, não para o uso mas também na forma correta de retirá-las” assegurou-nos Sónia Lima que saía de um estabelecimento comercial.

Por sua vez, Maria Lima, que deixava às pressas o Hospital João Morais, retirando a máscara para ter algum alívio, notamos que não teve os cuidados necessários que as normas exigem para a retirada da mesma. A própria confidenciou-nos que teve a noção de não ter tido os devidos cuidados para fazê-lo com segurança. “É complicado ter cuidados na sua retirada se não temos algum desinfetante para as mãos. Sei dos riscos que corro ao não tirar da melhor forma a máscara” sustentou.

De realçar que o incumprimento das regras sobre a obrigatoriedade das máscaras de proteção pode custar às empresas coimas entre os 15.000 e os 500.000 escudos, bem como a suspensão da atividade, encerramento ou cancelamento da licença.

  1. Fernando Assis

    Estranho quando dizem que não têm informações quanto ao uso das máscaras, quando, há dias, isto foi tratato de forma clara por uma enfermeira no programa Vida e Sociedade da TCV.

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