COVID-19: PAICV em São Vicente denuncia inoperância das instituições na execução das medidas anunciadas pelo governo

21/05/2020 15:05 - Modificado em 21/05/2020 15:05

Em conferência de imprensa, o porta-voz dos deputados do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV) eleitos por São Vicente, João do Carmo, após visita ao Círculo, com o objetivo de diagnosticar a situação na ilha no pós Estado de Emergência, mostra-se “pasmo” com a inoperância generalizado das medidas anunciadas pelo governo, quer com relação as linhas de crédito, quer com as moratória, bem como o pagamento dos 35% dos salários pelo Instituo Nacional de Previdência Social.

É que segundo o deputado da nação, durante as visitas efetuadas constataram “uma situação generalizada na inoperância das medidas anunciadas pelo governo” e por isso o partido diz temer “muito pela vida das empresas em São Vicente”.

E aponta dificuldades maiores para as empresas ligadas ao sector do turismo, concretamente no sector de restauração, e pede ao governo o alargamento do horário de funcionamento, com a justificação de que “se os restaurantes e bares estão preparados para funcionar até as 21 horas, estão também preparados para funcionar até as 23 ou 24 horas”.

Para João do Carmo, a situação social é preocupantes e aponta que 26 mil trabalhadores a nível nacional em “lay off” estão sem nenhum rendimento, com uma situação muito difícil de sobrevivência. “A realidade é que o trabalhador cabo-verdiano está triplamente prejudicado”, refere João do Carmo, referindo sobre os 70% dos seus salários, sendo que a metade a pagar pelo INPS “vem com muito atraso” e para piorar, diz que o governo, manda cobrar imposto nos 35% pagos pela entidade empregadora.

Afirma que estranhamente, o INPS, neste momento em que os trabalhadores de todo país deveriam contar com a segurança social, este mostra-se “completamente inoperante”. “A incapacidade de reação do INPS é gritante neste momento. Não conseguem dar resposta no momento de emergência”, critica este deputado do PAICV, alegando que na ilha de São Vicente “quase nenhuma empresa beneficiou dos 35% do INPS ou das medidas anunciadas pelo governo”.

Portanto, a conclusão que o partido na ilha tira disso é “que temos tido uma intensidade de discursos e boas intenções, mas que na prática nada vemos e estamos perante um governo do vamos fazer”, reprova, pedindo ao governo que tome medidas e as execute e que faça com que as instituições funcionem.

Sobre a saída do estado de emergência pede a população a continuação do” bom comportamento”, principalmente quando a circulação de pessoas a nível nacional e internacional, quando esta regressar. E pede ao governo que agilize a colocação do equipamento de testes de PCR, para servir toda a região norte de Cabo Verde.

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