São Vicente: UCID denuncia vários problemas sociais após o Estado de Emergência

21/05/2020 14:54 - Modificado em 21/05/2020 14:54
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Em conferência de imprensa, esta manhã, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, denuncia várias situações constatadas durante uma visita efetuada ao círculo eleitoral de São Vicente pelos deputados eleitos pelo partido.

No balanço desta visita, que englobou alguns bairros da ilha e instituições, como o Hospital Baptista de Sousa e o Instituto Marítimo e Portuário, o presidente da UCID, António Monteiro, destaca algumas fragilidades encontradas, entre elas “a situação social extremamente difícil”, por que passam algumas pessoas.

“Uma situação muito mais difícil do que aquilo que diversas vezes anunciamos” e que conforme o líder do partido, estas pessoas “precisam de uma solução para poderem equilibrar a vida no seu dia a dia”.

António Monteiro diz que “infelizmente, no nosso ponto de vista”, não obstante alguns apoios que o governo e algumas ONG´s têm dado, entende que é preciso, ao governo local e central, “tecerem algumas linhas que permitam ajudar as pessoas que não tendo os recursos necessários estão a passar por grandes dificuldades”.

Sobre os apoios, diz que muitas pessoas não tiveram oportunidade de receber as cestas básicas distribuídas pelas autoridades e organizações civil, por isso, apela ao Estado a “reanalisarem mais uma vez o que se passa na sociedade”, para poder ajudar as famílias com grau de dificuldade superior ao que era antes da Covid-19.

Entende que o vírus não é culpa de ninguém, no entanto, Monteiro desafia o Governo, a Câmara municipal e a própria sociedade civil, a trabalharem na resolução desta, que considera uma “situação desagradável”. E que na sua defesa, “é preciso pôr cobro a este sufoco que muitas famílias passam”.

A par desta problemática social, o problema económico, que segundo o líder da UCID, muitas pessoas que trabalham em empresas que entraram no regime de “lay off” e até ao momento, receberam apenas os 35% do salário que cabe ao patronato e que, até esta quarta-feira, alguns diziam não ter recebido nenhum centavo do INPS.

Portanto, o partido diz estranhar esta demora no pagamento deste montante que muita falta faz a estas famílias, sublinhando que este “problema financeiro se está a ampliar e a maltratar muitas famílias que estão à espera desta parte muito importante do salário para assumirem as suas responsabilidades”.

Em relação à visita ao Instituto Marítimo Portuário, esta incidiu sobre a situação da ligação entre ilhas, nomeadamente entre São Vicente e Santo Antão, no navio Chiquinho BL. “Temos tido várias reclamações dos operadores económicos que utilizam este meio de transporte marítimo para fazer chegar as suas mercadorias nestas ilhas, e pedimos que falem com o armador, para resolver o problema da entrada de água no navio”, evitando assim a deterioração das cargas transportadas, realça Monteiro.

Sobre o Hospital Baptista de Sousa, mostra a sua preocupação sobre a situação por que está a passar, desde da falta de recursos, devido ao encerramento dalguns serviços, e com a retoma gradual dos mesmos e também, com a falta de reagentes, para análises, considerando que estes não devem faltar em nenhum dos hospitais nacionais, defendendo que existem voos sanitários e que caberá a empresa responsável e ao governo, tudo fazer para que nos  hospitais em país não faltem reagentes.

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