Covid-19/Boa Vista: Paulo Rocha afirma que “não é precipitada a saída dos profissionais da ilha”

18/05/2020 22:47 - Modificado em 18/05/2020 22:47
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O ministro da Administração Interna (MAI), Paulo Rocha, que esteve na Boa Vista a “coordenar de perto” a parte política e operacional das ações relacionadas com a prevenção e mitigação de resposta ao combate à COVID-19, destaca o trabalho “forte no terreno” no combate ao novo coronavírus na ilha.

Conforme defendeu Paulo Rocha, a forte intervenção em todos os sectores, junto com ações de sensibilização a todos os níveis e a realização de “muitos testes” e sobretudo, o trabalho de despiste massivo da doença, permitiu rapidamente identificar possíveis fontes de contaminação e neutralizá-los, para posteriormente fazer testes laboratoriais, estão na origem do sucesso na Boa Vista.

O titular da pasta da administração interna, refere ainda que, “a consciência do medo e do risco”, foi importante nesta luta. “As pessoas perceberem e entenderam o propósito e funcionou”, destaca Paulo Rocha, que considera que não é precipitada a saída dos profissionais da ilha, com destino a Santiago.

É que após três semanas sem registo de casos, parte da equipa que esteve na Boa Vista regressa à capital. Depois de sujeitos a testes o grupo prepara o seu regresso à ilha de Santiago, ainda esta semana.

Após registar o primeiro caso Covid-19 em Cabo Verde, a 19 de Março e ter-se transformado no epicentro da doença no país, a ilha da Boa Vista tem, desde do dia 16 de Maio, apenas dois casos ativos de Covid-19.

Uma situação, que garante por ora, a estabilidade da doença na ilha e neste contexto, parte da equipa que está na Boa Vista, no reforço das equipas presentes no combate à doença, vai regressar à ilha de Santiago, que neste momento é o foco da doença no país, com 269 casos, sendo, 262 na Praia, dois no Tarrafal, quatro em São Domingos e um em Santa Cruz, conforme dados do Ministério da Saúde.

Conforme o comandante regional dos Serviços da Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), Valdir Rodrigues, parte da equipa começa a se deslocar para a capital do país, ainda esta semana, para reforçar no combate à doença que assola a capital.

De relembrar que em dois meses, a ilha da Boa Vista foi reforçada por uma equipa multidisciplinar de mais de 150 pessoas, por duas vezes, entre eles, profissionais de saúde, Proteção Civil, militares, agentes da Polícia Nacional, Forças Especiais, Bombeiros entre outros, e que após os resultados animadores das últimas semanas sem caso novos, e com apenas dois casos ativos, esta semana regressam a Santiago.

De acordo com este responsável, cerca de 50% do pessoal está de partida, chegando mesmo a afirmar que a ilha da Boa Vista está no “final da epidemia”, porém alerta a população que não obstante a ilha estar em “situação de acalmia”, não devem começar a levar  a vida normal, alertando ainda que pode estar “algum assintomático no seio da população” e pode começar outra vaga de contaminação.

O Serviço Nacional de Proteção Civil destaca a importância de continuar a luta contra a pandemia e organizou, no domingo, uma passeata em num dos bairros da ilha, em agradecimento ao contributo na luta contra a doença, relembrando que a luta é para continuar. “Ainda estão em estado de calamidade”.

Os hotéis onde foram registados casos positivos foram contemplados com uma campanha de desinfeção e também alguns povoados da ilha.

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