PAICV em São Vicente defende alargamento do horário de funcionamento dos restaurantes

17/05/2020 23:54 - Modificado em 17/05/2020 23:54

O encerramento dos restaurantes até as 21 horas faz parte das medidas que o governo decretou desde o passado dia 16 de março no plano de contingência, para todo o território nacional, para fazer face à propagação do novo coronavírus.

O líder da Comissão Política Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) em São Vicente, defende o alargamento do horário de funcionamento dos restaurantes na ilha que estão obrigados a fecharem às 21 horas.

Alcides Graça levanta esta questão que tem preocupado vários proprietários de restaurantes na ilha, que não entendem o porquê de manter este horário restrito, tendo em conta que a ilha não possui nenhum caso ativo de Covid-19.

Segundo frisou Graça, numa publicação no Facebook, não se percebe a razão justificativa, questionando se ela existe mesmo, para limitar o horário de funcionamento dos restaurantes.

De referir que o período de melhor faturação de qualquer restaurante é à noite e, geralmente, a partir das oito horas, conforme outras vozes que acreditam “obrigar os restaurantes a fechar as portas às nove horas da noite, não é um exagero, mas sim uma grande leviandade, ou uma forma de exibir o poder”.

Ao seu ver, considera “ser importante a criação, bem como a fiscalização, das condições sanitárias exigidas por quem de direito”.

Portanto defende, que “mais uma hora, menos uma hora, julgo que é irrelevante para o risco de contaminação”. “Mas, por outro lado, essa(s) hora(s) a mais, é (são) determinante(s) para a faturação dos restaurantes, e, talvez, vital(ais) para a sua sobrevivência”, afirma.

“Sou, por isso, a favor do alargamento do horário de funcionamento dos restaurantes, desde que cumpram rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias” escreveu Graça, para quem deve-se ter em conta também a situação daqueles que trabalham nestes espaços e precisam de receber o salário que lhes compete.

Na mesma linha, outros defendem que existem “medidas adotadas neste plano de contingência que demonstram uma fraca visão prática de quem as impõe, dá a ideia de que apenas estamos a copiar algum modelo completamente desajustado à nossa realidade e real situação, sobretudo quando se referem às ilhas sem casos ativos”.

  1. Paulo M.

    É uma grande verdade. Temos vindo a copiar/importar muitas práticas, que não se ajustam a nossa realidade. Mas pudera, esse “copy/paste” é histórico no país, daí o insucesso de muitas coisas.

    Nada contra a cópia, afinal, se a roda está inventada, não preciso pesquisar como se faz uma roda. Mas posso aperfeiçoa-la ou adapta-la a minha realidade.

    Em relação aos restaurantes sempre vi nisso uma medida leviana, porquanto, o horário não define o perigo do vírus. O vírus não está preso a horários, fronteiras, beleza, peso, status social, etc. Portanto, não faz sentido eu estar num restaurante e pagar a conta até as 20h59, porque as 21h, o restaurante encerra, e a partir das 21h01 o vírus entra em cena para atacar…

    É até vergonhoso essa medida e preocupante. Parece que até as 21h podemos estar tranquilos, porque o vírus é inofensivo, mas a partir das 21h…ponham-se a pau…o vírus vai/pode atacar.

  2. Paulo M.

    Então, vocês publicam só os comentários que vos apetece?

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