Arlindo do Rosário garante que se nada tivesse sido feito Cabo Verde teria neste momento 4 mil infetados e cerca de 40 mortes por Covid-19

13/05/2020 14:44 - Modificado em 13/05/2020 14:45

O Ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, afirmou hoje no Parlamento que se o Governo não tivesse tomado todas as medidas restritivas, neste momento o país teria perto de 4 mil casos de infeção e cerca de 40 mortes por Covid-19.

Estas informações foram avançadas pelo Ministro da Saúde, durante uma intervenção feita hoje no Parlamento, em resposta às intervenções de deputados do PAICV e da UCID, partidos da oposição, que se dizem preocupados com o crescente número de infetados na cidade da Praia, em pleno estado de emergência.

Nisto, Arlindo do Rosário, garantiu que após dois meses desde a confirmação do primeiro caso de infeção no país, regista-se em três ilhas (Boa Vista, Santiago e São Vicente) 267 casos positivos, mas também 61 recuperados e apenas dois óbitos.  “É preciso notar que se nada tivesse sido feito e segundo as projeções nacionais, mas também da OMS, teríamos neste momento 4 mil casos e cerca de quarenta mortes” situou.

Neste momento, conforme o Ministro da Saúde, o “esforço para a contenção da pandemia” está voltado para a ilha de Santiago e particularmente para a cidade da Praia, onde se vem registando nas últimas três semanas um aumento gradual do número de casos.

Rosário assegurou ainda que as medidas de prevenção e combate à Covid-19, no âmbito do estado de emergência, estão a contribuir para achatar a curva epidemiológica da doença. “Podemos até afirmar que as medidas desde cedo tomadas na prevenção, contenção e mitigação da epidemia, reforçadas com o estado de emergência,  confinamento domiciliário, distanciamento social, quarentena obrigatória, restrição da circulação, suspensão de atividades nos diversos sectores, surtiram os efeitos desejados até este momento, com o aplanamento da curva da epidemia e sobretudo evitando a pressão sobre as estruturas de saúde” elucidou. O mesmo diz não ter dúvidas de que o estado de emergência teve um impacto sobre a pandemia, permitindo também ao serviço nacional de saúde “ganhar competências e capacidade” com o melhoramento da capacidade de resposta em termos de recursos humanos, equipamentos médico-hospitalares de proteção individual, laboral e de comunicação de riscos.

  1. Luis Dias

    “Podemos até afirmar que as medidas desde cedo tomadas na prevenção, contenção e mitigação da epidemia, reforçadas com o estado de emergência, confinamento domiciliário, distanciamento social, quarentena obrigatória, restrição da circulação, suspensão de atividades nos diversos sectores, surtiram os efeitos desejados até este momento, com o aplanamento da curva da epidemia e sobretudo evitando a pressão sobre as estruturas de saúde”.
    Ao ler isto me lembra as leis draconianas aplicadas na Grécia antiga no século VII a.C. Mas quem sou eu se o senhor tem garantias.

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