SIMETEC: “Excesso de burocracia retém os 35% dos salários do INPS e atraso nos pedidos de moratória”

12/05/2020 21:53 - Modificado em 12/05/2020 21:53
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A denuncia foi feita pelo  Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Telecomunicações (SIMETEC), alegando que passados mais de duas semanas, os trabalhadores ainda estão à espera de receber os restantes 35% dos salários a serem pagos pelo INPS,  aos trabalhadores em layoff.

O presidente do SIMETEC, Tomás Delgado, pediu agilidade na conclusão dos processos, alegando que após tentativas de contactos com o INPS, via telefone, para saber quando é que os pagamentos vão ser efetuados mas, infelizmente, “não foi possível obter informações”, salientou Tomás Aquino, apelando à direção do instituto para agilizar o pagamento a fim de responder às “necessidades prementes e urgentes” dos trabalhadores, que passam por “grande dificuldades financeiras”.

E apelou ao INPS a agilizar o processo de pagamento dos 35%, com vista a responder às necessidades desses trabalhadores, que vêm ainda a sua situação priorar, tendo em conta que devido a compromissos que têm com os bancos, os salários pagos pelos empregadores foram automaticamente retidos, afirma.

Tomás Aquino, diz que “relatos desses mesmos trabalhadores, não obstante terem dado entrada aos seus pedidos de moratória, em tempo oportuno e devidamente acompanhados das declarações de suspensão dos contratos de trabalho, os banco não aceitaram e pediram um sem número de documentos”.

Outro dos constrangimentos, prende-se com os pedidos de moratória sobre os créditos bancários que os trabalhadores não estão ainda a beneficiar, porque, segundo relata, não obstante terem entregues os documentos em tempo oportuno e devidamente acompanhados das declarações de suspensão dos contratos de trabalho, “os bancos não aceitaram e exigiram mais uma série de documentos, nomeadamente uma declaração das finanças e outra do INPS. Essas declarações, exigidas pelos bancos e impostas pelo BCV, não permitiram, pelo menos até agora, que os trabalhadores pudessem beneficiar das moratórias”, indica.

Outro ponto, das preocupações deste sindicato deve-se situação dos trabalhadores na CV Handling e da ASA.

“Os gestores dessas duas empresas vêm insistindo na suspensão dos contratos de trabalho, com o agravante de estarem simultaneamente a querer reduzir os salários dos trabalhadores. Alguns trabalhadores dessas duas empresas públicas já foram surpreendidos com comunicação da rescisão dos seus contratos de trabalho, em plena crise da pandemia”, denuncia.

Por isso, o Simetec apela ao Governo que interceda no sentido de ajudar esses trabalhadores a ultrapassarem todos esses problemas e constrangimentos.

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