27 anos da PJ destacado pelo importante papel da instituição na luta contra o crime em Cabo Verde

12/05/2020 21:28 - Modificado em 12/05/2020 21:28
Foto: Inforpress

Neste percurso de 27 anos, o Diretor Nacional da Polícia Judiciária, António Sousa, a sociedade tem tido prova concreta de que valeu a pena ter outorgado à instituição, enquanto órgão de polícia criminal e científica, a empreitada de prevenir e combater a criminalidade, pois “as diversas operações de combate ao tráfico de drogas, de lavagens de capitais e de crime organizado levadas a cabo pela PJ, ao longo da sua existência, demonstram o quão importante tem sido o papel desta instituição na luta contra o crime em Cabo Verde”.

O Diretor Nacional da PJ, António Sousa, explicou que diferentemente dos anos anteriores, este ano, a Polícia Judiciária viu-se “obrigada” a cancelar um conjunto de atividades previamente preparadas para assinalar a efeméride, a saber, uma conferência internacional sobre o crime organizado, o ato central das comemorações que iria decorrer na cidade do Mindelo e o lançamento de um livro que retrata o percurso dos 25 anos da instituição, em virtude da pandemia do coronavírus SARS-COV-2, que causa a doença COVID-19.

A Polícia Judiciária, desde a declaração do estado de contingência no país, frisou o Diretor Nacional, “está no terreno”, conjuntamente com a Polícia Nacional, a Proteção Civil e as Forças Armadas, a dar o seu contributo na manutenção da ordem e tranquilidade públicas, na fiscalização do cumprimento das medidas restritivas e de isolamento social, no controlo de pessoas e bens, com vista a prevenção da disseminação do coronavírus SARS-COV-2, no nosso país.

Esta situação particularmente difícil, que afeta a vida em sociedade, limita a liberdade das pessoas e o normal funcionamento das Instituições, disse, impediu a PJ, hoje, de comemorar o XXVII aniversário da sua criação, num ambiente mais formal e com a presença de entidades nacionais e internacionais, como já vem sendo hábito.

Não obstante as condições adversas e pouco convencionais, assegurou o Diretor Nacional, “comemorar o dia da PJ é sempre motivo de orgulho e satisfação para os funcionários e colaboradores desta instituição que tem pouco mais de um quarto de século de existência, mas com um histórico de sucesso, reconhecido dentro e fora do país”.

Também os antigos Diretores Nacional da PJ mereceram um reconhecimento “por todo o empenho, dedicação e responsabilidade que dispensaram no exercício das suas funções, tendo contribuído, de forma relevante, para o engrandecimento e o reconhecimento da Instituição Polícia Judiciária”.

António Sousa destacou, também, na sua comunicação, o “bom relacionamento” que a Polícia Judiciária tem vindo a desenvolver com as instituições nacionais.

E porque os recursos humanos constituem um dos principais ativos e rostos de qualquer instituição, salientou António Sousa, são-lhes exigido que tenham sempre presentes os valores da “seriedade, da integridade, da tolerância e do profissionalismo no cumprimento das suas funções”. No caso da Polícia Judiciária, destacou, “são as funções que exercem, a disponibilidade permanente para o serviço a qualquer hora, em terra, no mar, ou onde quer que seja, a coragem e a determinação, que tornam a profissão especial e diferente das demais”.

Contudo, prosseguiu, “a PJ não se deve acomodar” e nem dar por satisfeita pelos ganhos conseguidos, porquanto é necessário ter sempre presente que “a criminalidade está em constante mutação” e torna-se cada vez mais “complexa, difusa e organizada”, o que torna permanente as atividades de prevenção e de investigação, requerendo, por conseguinte, meios humanos especializados e devidamente treinados e meios materiais e tecnológicos adequados.

O Diretor Nacional reconheceu, por isso, os esforços que o Governo tem feito, especialmente nos últimos quatros anos, no sentido de dotar a Polícia Judiciária de melhores condições para o exercício das atividades.

No entanto, e “porque a criminalidade é oportunista, porquanto aproveita das situações de crise social, económica e financeira, para incrementar as suas atividades delituosas e ganhar maior poder económico e domínio sobre a sociedade”, salientou aquele responsável, “as atividades de prevenção e combate ao crime não podem ser subalternizadas ou colocadas em segundo plano”, em nenhumas circunstâncias.

Por tudo isto, e “apesar de alguns constrangimentos, muitos deles resultantes das próprias limitações do país real que temos”, aquele responsável afirma que a PJ, ao longo dos seus 27 anos de existência, “tem sido o principal órgão de polícia criminal e científica” e vem, ano-após-ano, granjeando o respeito, a dignidade e o reconhecimento nacional e internacional, e contribuindo, de forma “relevante”, para o fortalecimento do Estado de Direito Democrático em Cabo Verde. “Temos a consciência dos seus êxitos, sendo, contudo, imperativo preservá-los e consolidá-los, para se ter memórias referenciais e se fazer melhor”, asseverou.

Fonte: PJ

  1. Kelvin da Luz

    Não se falou do porquê do sucesso todo da PJ. Todos sabem que o sucesso da PJ em Cabo Verde é exclusivamente devida aos seus funcionários, a abnegação dos Inspectores-Chefes, dos Inspectores, do pessoal de apoio a investigação criminal, do pessoal de apoio administrativo. Dever-se-ia falar da má relação da direcção da PJ com os funcionários dessa instituição (é a direcção da PJ com mais processos interposto nos tribunais pelos funcionários exigindo os seus direitos que foram negados pela direcção), devido a falta de compreensão e mau relacionamento com o sindicato da PJ. Não se mencionou o mau estar generalizado que se vive na PJ, relativamente aos para-quedistas na PJ (duma assentada foram 20 e tal pessoas que entraram na PJ, sem concurso), etc etc

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