Banco de Cabo Verde volta a alertar aos clientes que só devem ir a balcões quando é “estritamente indispensável”

6/05/2020 19:58 - Modificado em 6/05/2020 19:58
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O Banco de Cabo Verde (BCV) voltou hoje a instar as instituições financeiras que supervisiona a adoptarem um conjunto de medidas relativamente ao funcionamento das respectivas estruturas, de modo a evitar aglomerações excessivas que possam implicar maiores riscos de contágio com o novo coronavírus.

Esta chamada de atenção, segundo um comunicado o BCV, vem na sequência das aglomerações que se tem registado à frente aos bancos, o que tem gerado preocupação e inúmeras reclamações por causa do potencial risco de contágio que tal representa. Um dado que segundo a mesma fonte vai contra as recomendações feitas pelo Banco Central e pelas autoridades com competência na matéria de saúde pública.

O BCV assegura que o recente alargamento do horário de atendimento dos bancos ao público, para até às 15 horas ininterruptamente, não surtiu o efeito desejado e continuam a verificar-se “grandes aglomerações” frente às agências bancárias, como acontecia anteriormente.

“O BCV tem, muito prudentemente, sugerido aos bancos comerciais que aconselhem os seus clientes a utilizarem os canais digitais para a realização das operações bancárias, por fazer todo sentido à luz das orientações de distanciamento social e isolamento preventivo” assegura a instituição.

Reforça que os clientes só devem dirigir-se aos bancos por questões de “extrema necessidade”, explicando haver muitos meios, como cartões vinti4, sendo 2014 caixas automáticas (ATM), o que não se justifica, no estado de excepção, a contínua deslocação às agências bancárias – a opção deve ser a utilização dos canais digitais.

Face à esta “persistência” de aglomerações em frente das agências bancárias, o BCV decidiu que as deslocações às agências e aos balcões bancários devem resumir-se a serviços que não podem ser prestados via canais digitais, nomeadamente envio e recepção de transferências rápidas de dinheiro efetuados através de plataformas (Western Union, MoneyGram, Wari), bem como depósitos de montantes na própria conta do cliente.

Também assegura que os clientes que pretendam depositar dinheiro em conta diversa e que não disponham de cartão bancário ou de canais digitais internet banking (homebanking) para transferir o respetivo montante devem deslocar-se ao banco, “apenas nos casos de urgência imperiosa”.

“Os levantamentos de numerário nos balcões e nas agências só podem ser efectuados para valores superiores a 20.000 ECV (vinte mil escudos), exceptuando para os clientes que não dispõem de cartão bancário (cartão vinti4)” diz a mesma fonte.

O BCV garante que os bancos devem suspender os tarifários interbancários nas transacções efectuadas através da internet banking, durante o período em que vigorar o estado de emergência, bem assim enquanto perdurarem as medidas restritivas de circulação, de modo a incentivar o uso de canais digitais. “Os saldos em conta de montantes até 3.000 ECV (três mil escudos) devem ser levantados de uma única vez pelos clientes que não possuem cartões bancários” assegura o BCV, que com isso diz almejar, que haja uma diminuição de idas às agências bancárias, de modo a salvaguardar a saúde pública e apela a todos que restrinjam a ida aos balcões ao estritamente indispensável.

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