Covid-19: Sindicato chama atenção para o risco dos vigilantes de segurança privada e funcionários de lojas chinesas

5/05/2020 23:06 - Modificado em 5/05/2020 23:06

O SIACSA relembra que os profissionais da linha de frente têm o direito de se proteger de tal contaminação, no entanto afirma que os profissionais da segurança privada, não têm tido tal auxílio, estando completamente esquecidos pela sociedade e pelas entidades empregadoras, que não estão a fornecer os EPI aos trabalhadores a fim de que sejam atenuadas as possibilidades de contágio pelo novo coronavírus – COVID-19.

Esta segunda-feira, primeiro dia útil do término do estado de emergência em São Vicente, notou-se a saída à rua das pessoas, com a pressa de voltarem à dita “normalidade”, aglomerado-se à porta dos bancos e algumas instituições para o pagamento das suas contas, entre outros.

Na linha da frente destes serviços estão os vigilantes de segurança, o elo entre os balcões das instituições e o público que espera. Uma situação que segundo Jorge Duarte, coordenador do Sindicato da Industria Geral Alimentação Construção Civil e Afins (SIACSA) em São Vicente, espera uma resposta das empresas no que tange aos equipamentos de proteção individual, a ser máscaras e álcool gel e também luvas, que segundo este sindicalista, doravante passa a ser mais um item essencial do trabalho destes profissionais.

“Quando existe um vigilante num posto de alto risco, como nos bancos, Electra, INPS e outras instituições, em que este é que faz a ligação, na entrada e saída de pessoas, que estão aglomeradas à porta, sem respeitar, no mínimo a distância de segurança”, nalguns casos mesmo com a polícia por perto, Duarte afirma que quem corre maiores risco, independentemente das pessoas, é o vigilante que tenta controlar o pessoal, afirmando que só a máscara não basta.

Isso, no seu entender, quando existem pessoas em várias direções e com vários pontos de contacto,  quando o objetivo é evitar, que haja contacto.

Uma situação, que diz que o SIACSA, tem estado a tentar resolver desde quando, ainda estávamos em estado de quarentena na ilha, meados de Abril, mas que após alguns contactos com as empresas, estes ainda nada fizeram para salvaguardar a saúde e vida dos seus trabalhadores.

Portanto, uma vez mais apela a estas empresas, Sepricav e Silmac, a tratar com mais seriedade esta situação, uma vez que é da obrigação da empresa e não das instituições distribuir estes itens. “Algumas instituições proporcionam, mas não é obrigação deles, porque se o segurança é afeto a uma empresa é esta que tem que arcar com essa responsabilidade”, diz.

Esclarece que  duas empresas, até a data não se posicionaram sobre as medidas tomadas nestes postos onde existe uma maior afluência de pessoas. 

Jorge Duarte aponta que na atual conjuntura, as máscaras são mais “um complemento do equipamento de trabalho” e deve ser entregue, a título gratuito pela empresa, conforme a lei 40/2020 de 25 abril. “Quem está a correr o maior risco é o vigilante, devido ao aglomerado de pessoas”.

Lojas Chinesas

Em relação a estas lojas chinesas, que reabriram as portas após mais de um mês sem atividade, o coordenador do SIACSA chama a atenção sobre a questão das normas de segurança que devem ser tomadas, bem como, a questão de informação, quando a lei estabelece que os estabelecimentos, mesmo os comerciais devem divulgar, sobre o uso de máscaras, o distanciamento social e o número de pessoas dentro do estabelecimento para garantir o mínimo risco possível, tanto para os funcionários como para os clientes. Uma situação que Jorge Duarte diz que não se tem notado nestes estabelecimentos. Apenas o uso de máscaras pelos funcionários.

Exemplifica a questão de mais proteção, no que diz respeito a mexer nos produtos expostos no local, que muitas vezes, não se sabe, onde é que a pessoa teve contacto, e que no final, são as empregadas que vão ficar a arrumar e muitas vezes, sem proteção, como o uso de luvas.

Questionado sobre a questão que envolve o Instituto Nacional de Previdência Social, em que algumas lojas pagam e outras não, e que derivado a esta falta de inscrição e pagamento, muitos não vão poder usufruir, nem do regime solidário e da suspensão de contratos de trabalho.

Uma condição, que coloca a nu as várias ilegalidades que muitas empresas vivem no país, chamando a atuar, neste sentido, a IGT e o INPS de forma a repor a legalidade e evitar, que estas pessoas sejam mais prejudicadas.

Elvis Carvalho

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